Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Página 451

distinção das abordagens que não consideram esta complexidade (2011, p. 91). Cabe salientar que não iremos nos ater aos outros dois modelos descritos por Lea e Street: o primeiro remete a “capacidades de estudo”, ideia sustentada na crença de que o domínio de regras da gramática e da sintaxe são condições para assegurar a “competência do estudante na leitura e escrita acadêmicas”; o segundo diz respeito à “socialização acadêmica”, isto é, a proficiência nas práticas decorre de aculturação do estudante via discursos e gêneros recorrentes nas/das disciplinas (Fischer e Dionísio, 2011, p. 82). Nesses modelos, a ação do sujeito é anulada por conceitos e padrões de textos em que não há espaço para uma ação de autonomia discursiva do aluno. No grupo oficinas, a inserção nas práticas reflexivas implica planejamento e execução de atividades voltadas para escuta, leitura e produção textual o que permitirá ao graduando objetivar a si próprio, isto é, compreender a dinâmica do próprio desenvolvimento a partir da assunção da posição de agente das práticas de letramento. Esse deslocamento do lugar de estudante para a posição de monitoria nas oficinas permitirá efetivar, pela objetivação das ações discursivas do colega/do outro, ensejadas pelas situações coletivizadas de discussão e de avaliação das atividades propostas, objetivar-se a si mesmo, de modo a compreender-se como sujeito que não está sozinho, mas que tem no grupo a medida para sua própria constituição identitária. Essa compreensão implica considerar a complexidade dessa construção, como nos lembra Morin, quando trata da auto-eco-organização, princípio que permite a auto-referência: Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 435