Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 265

No que diz respeito às capacidades de ação, todos os alunos compreenderam que, na atividade social proposta, era necessário cumprir a função de enunciador que instiga o destinatário a assistir o filme. No entanto, observamos em alguns textos a inserção da opinião do autor, à semelhança do gênero resenha. O exemplo a seguir encontra-se próximo ao final da produção de C.S: “C’est un filme très marrante, et on ne sais jamais quoi espérer.” A inadequação da frase reside no fato de que no gênero sinopse raramente faz-se adjetivações diretamente ligadas ao filme, usando-se, de preferência, modalizações apreciativas referentes ao elementos constitutivos da história, como personagens, lugares, situações. Assim, no exemplo dado era esperado que o aluno, ao invés de afirmar que o filme é engraçado, expusesse ao leitor tal característica inserindo adjetivações quanto aos personagens, por exemplo, de maneira que deixasse implícito sua comicidade. A supressão das adjetivações a favor de uma subjetivação genérica não se encaixa, portanto, nas expectativas quanto ao gênero. Esse ponto é importante porque é uma das características que diferencia a resenha da sinopse. Enquanto no primeiro espera-se encontrar a opinião do autor sobre o filme, no segundo procura-se somente um pequeno resumo e a caracterização da história. No que diz respeito às capacidades discursivas, como já dissemos, nas sinopses não se deve avançar além da fase de complicação, para que o leitor queira assistir ao filme. Todos os estudantes identificaram satisfatoriamente essa fase, construindo os textos de forma a conduzir à complicação da narrativa. A única exceção foi R.F., que não propôs uma situação de conflito, nem construiu um momento de tensão. Porém, na classe como um todo, a construção do suspense ficou prejudicada em decorrência de dois aspectos presentes nas produções dos alunos: suInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 249