Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 1264
Pelo quadro acima, podemos constatar que, a depender da compreensão que os professores de Estágio têm da relação Língua – Literatura no Ensino Básico, sobretudo, na aula de Língua Portuguesa, a distância pode ser diminuída ou aumentada.
Nos casos específicos dos Estágios Supervisionados IV e V, temos uma situação inusitada, pois a separação perde o sentido, visto
que no Ensino Fundamental II, segundo a visão das escolas, dos
professores e dos próprios estagiários e até de alguns professores
do estágio, não se trabalha literatura, ora entendida como estudo
de escolas literárias e da ordem cronológica, como acontece no Ensino Médio. Nesse sentido, não conseguimos perceber como afirma
Cosson (2012, p. 21) que,
No ensino fundamental, a literatura tem um sentido tão extenso que engloba qualquer texto que apresente parentesco com a
poesia. O limite, na verdade, não é dado por esse parentesco,
mas sim pela temática e pela linguagem: ambas devem ser compatíveis com os interesses da criança, do professor e da escola,
preferencialmente não na ordem inversa.
Ao falarmos em sentido “extenso”, poderíamos inicialmente
acreditar que teríamos a relação Língua – Literatura dentro da aula
de Língua Portuguesa, porém, o que acontece nessa realidade é a
exclusão quase que total da Literatura, em detrimento da preponderância de se ensinar a gramática normativa.
Desta forma, constatamos que mesmo mediante constantes apelos em se praticar interdisciplinaridade, tem sido cada vez mais
crescente o isolamento de partes de uma disciplina em subdisciplina. No caso especial da disciplina de Língua Portuguesa, temos a
divisão velada de Língua e Literatura, sobretudo, no Ensino Médio,
1248
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas