Veja-se a seguinte passagem:
Todas as icamiabas queriam bem o menino encarnado e no primeiro banho dele puseram todas as joias da tribo para que o pequeno fosse rico sempre. Mandaram buscar na Bolívia uma tesoura e enfiaram ela aberta debaixo do cabeceiro porque sinão Tutu Marambá vinha, chupava o umbigo do piá e o dedão do pé de Ci. Tutu Marambá veio, topou com a tesoura e se enganou: chupou o olho dela e foi-se embora satisfeito
( Andrade, 2007, p. 34).
Depois da leitura desta citação, você se lembra de uma tradição típica de Cabo Verde? De fato, podemos aproximá-la da festa de“ guardacabeça”, que é celebrada no sétimo dia de nascimento e consiste em pôr uma tesoura aberta debaixo do travesseiro para proteger a criança do“ mau-olhado”, ou seja, para que a criança não seja“ comida” por uma feiticeira.
Além disso, podemos afirmar que há expressões próximas nessas duas culturas, ou seja, exprimem o mesmo valor semântico e / ou simbólico, como exemplos:“ tarde piaste” ou“ quem conta história
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