autores desse movimento são conhecidos por
escrever romances regionalistas, que exploram
realidades muito particulares da região onde
viveram.
A análise regional, entretanto, não se desconecta
dos temas universais, quase sempre relacionados
a adversidades materiais e a relações de poder.
Jorge Amado, Rachel de Queiroz e José Lins do
Rego, escritores desse movimento, acabam por
dialogar com a literatura cabo-verdiana, com
destaque para os romances “Chuva Braba”
(Manuel Lopes) e “Chiquinho” (Baltasar Lopes
da Silva).
E na fase que se refere aos costumes sociais, os
seus romances, de certa forma, dialogam com
os de Germano Almeida. O primeiro romance de
Almeida, “O Testamento do Senhor Nepomuceno
de Silva Araújo” (1989) poderia, muito bem, se
passar em Salvador.
Apresentando a si mesmo como um contador de
histórias, não se assumindo como um literato,
Jorge Amado buscou sempre trazer para as
suas histórias a linguagem simples das
pessoas do campo e da cidade.
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VER BO
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