Ciência, café e cultura - Miolo Ciência, café e cultura - miolo | Page 85
Como já dizia o “Velho Guerreiro” – Chacrinha... Grande comunicador das
tardes de sábado, das minhas memórias nas décadas de 1970 e 1980.
Quem não se comunica, se trumbica!
Com a ciência não é diferente! Ela precisa comunicar-se com a sociedade, e
dentre as várias formas de comunicação pública da ciência, o café científico
pede passagem para levar Ciência a todos, sem distinção.
O café científico do CEFET-MG era um lugar onde pessoas compartilhavam
ideias sobre ciência, sociedade, tecnologia... nos princípios da liberdade de
expressão e respeito mútuo. Não havia hierarquia entre os representantes da
ciência e o público. Os debates eram estabelecidos de forma democrática,
envolviam todos os participantes em uma discussão científica que visava a
promover o engajamento do público, e refletir sobre temas relevantes, pre-
ferencialmente controversos, a respeito de ciência, tecnologia e sociedade.
No começo de cada evento, a plateia aguardava calmamente os palestrantes
proferirem suas ideias. Mas, café científico não é palestra! É participação!
Então, eu, como um “coelho” – daqueles utilizados nas corridas de cachorros
para provocar a debandada geral, elaborava uma pergunta provocante, o
estopim para dar início à interminável interação entre ciência (representada
pelos “palestrantes”) e o público.
Estopim aceso, seguia entre os mais falantes a disputa pelo microfone, para
perguntar algo sobre o tema do debate ou simplesmente dar opinião. Para os
mais tímidos, a tecnologia dava uma “mãozinha” e o tablete se encarregava
de lançar as perguntas/opiniões numa nuvem semântica, que era projetada
em um telão.
Entre uma rodada e outra de debates, boa música, performance teatral, den-
tre outros, descontraia o ambiente.
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