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Eu caí no Ciência, café e cultura sem paraquedas. Por indicação do Prof. Dr. Nilton da Silva Maia (Coordenador CIT CEFET-MG ), a Cláudia (minha profes- sora de artes e amiga) chega a minha sala e me convida para desenvolver um dispositivo de auxílio à mediação. Nunca fui de recusar propostas, quanto mais as mais interessantes: prontamente aceitei, mas confesso que não ti- nha ideia que usaríamos uma primeira versão em algumas semanas depois. Loucura! Assim posso definir a minha experiência. Em um centro secular de grande renome nacional e reconhecido pela qualidade nas engenharias, um grupo de malucos tenta tirar os pesquisadores da zona de conforto e trazê-los para próximo de seu principal cliente no sentido de uso e patro- cínio. Mas não seria tão fácil. Este cliente, há tanto tempo afastado do seu produto, não estava também preparado para a discussão. Daí entra, talvez, o mais quadrado dos membros – o cara do computador – com o objetivo de aproximar o espaço público do debate dos pequenos grupos que discutem, ou até mesmo de um monólogo interior, reprimido pela falta de motivação e da centralização do conhecimento em engenheiros que “engenharam” para a engenharia, e não para o povo que mais necessita das suas engenhocas. Daí surge a nuvem de palavras: um campo semântico criado para cada debate com termos relacionados ao assunto a ser discutido,misturado com palavras do senso comum. Motivamos os participantes a selecionarem duas palavras aleatórias e a formularem uma pergunta ou comentário, relacionando-as. Tudo isso utilizando de elementos gráficos modernos, assim como o uso de tabletes (tecnologia recente para a realidade brasileira). As ligações eram projetadas em uma circunferência semântica e o público tinha o resultado da própria criação do debate, ao vivo. Como professor, acredito que o nos- so maior papel atualmente não é fornecer informação. Ela está disponível, ubíqua e tangível aos alunos, à sociedade. Temos que romper barreiras e eu, sinceramente, acredito que rompemos várias. Sinto muito feliz por ter vivido tudo isso. Rodrigo Augusto da Silva Alves Professor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas CEFET-MG Ciência, café e cultura / Desenvolvedor de Tecnologia 84