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tention paid to atmospherics – the debate took place in an outdoor green spa- ce, decorated with paper stars hanging in the trees and including a visit from Galileo Galilei. The audience also participated in some star-watching, through a wide variety of telescopes. These different experiences and observations in Minas Gerais lead me to conclude that careful attention to aesthetics can greatly enhance science outreach, and furthermore that my colleagues in the region, together with their most motivated students, are consistently delivering innovative practices to the field of science outreach. Tenho observado e desenvolvido cafés científicos em Lyon, França, por mui- tos anos. Considero esse tipo de divulgação científica muito interessante, pois permite que o público em geral, não somente interaja com especialistas para falar sobre ciência e suas importantes questões sociais, mas também, que a discussão aconteça entre eles em uma atmosfera descontraída. A inte- ração entre espaço privado, uma mesa e alguns amigos em um bar, coexiste com o espaço público de discussão acerca dos desafios do nosso tempo e o lugar da Ciência na escolha de caminhos futuros. De fato, meu processo de desenvolvimento se centrou em alterar o formato ao fazer com que as ideias que emergem no espaço privado sejam disponibilizadas para o espaço de discussão – público, algo que pode ser difícil de administrar em situações nas quais os não especialistas hesitem em se manifestar. Estive pela primeira vez em Minas Gerais em agosto de 2011, e tive a opor- tunidade de observar alunos inteligentes e motivados participarem de um Café organizado pelo Prof. Ronan Daré Tocafundo no IFMG de Congonhas. Na mesma ocasião, eu estava animado para conhecer um projeto inovador, o Barômetro – Ciência, Café e Debate, que foi desenvolvido pela Profa. Silvania Nascimento à frente da Diretoria de Divulgação Científica da UFMG , nota- velmente com a colaboração de sua orientanda de doutorado, professora de 56