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Café e cultura: para além da atividade burocrática, uma experiência acadêmica humanizadora Ao ingressar na Coordenação de Artes, em 2014, após 23 anos como servi- dora técnico administrativa do CEFET-MG , recebi o convite da Profa. Cláudia França para integrar a equipe do projeto Ciência, café e cultura. O convite adveio da minha experiência com os trâmites burocráticos da instituição, que poderia ser útil na organização dos eventos do projeto. Até aquele mo- mento, eu pouco conhecia o projeto e, devido ao horário de realização dos eventos, sempre à noite, nunca havia participado. As questões burocráticas relacionadas aos eventos, ainda que apresen- tassem dificuldades processuais e requeressem logística bem elaborada, e cuja realização envolvia diversos setores da Instituição, não podem ser consideradas a parte mais complicada da realização dos eventos do café científico. Buscando estar sempre conectada às questões atuais, a escolha dos temas, e a forma de abordagem dos mesmos, talvez tenha sido o maior desafio para a realização dos Cafés, uma vez que exigia atenção aos acontecimentos cien- tíficos, sociais e políticos, tanto no âmbito acadêmico, quanto na sociedade brasileira e mundial, para que pudéssemos levar aos participantes assuntos do seu interesse, com respostas aos seus questionamentos, ou apenas fazê- -los pensar por si mesmos. Dentre os eventos realizados durante minha participação na equipe, dois foram muito significativos para mim na época, e suas questões ainda se mantêm atuais. O primeiro aconteceu em fevereiro de 2014. O tema foi Diversidade sexual e discriminação no contexto escolar: o que você tem a ver com isso? Para o debate, foram convidados alunos do CEFET-MG , assumidamente homosse- xuais, que compartilharam suas experiências relacionadas à família, escola 43