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Pausa na conversa, porque até os temas mais sérios precisam compartilhar tempo com a alegria e a beleza. A música toma conta da biblioteca. Bandas de rock, instrumentos de corda, sopro e vozes. Cada dia é um estilo, cada noite uma experiência diferente. Às vezes a música e as canções comple- mentam o tema. Às vezes, não. É como a vida lá fora: dinâmica e rica. Cada um, cada uma, faz as conexões possíveis, imagináveis, desejáveis. Porque é disso que se trata este evento: fazer conexões. Entre conhecimento e tecno- logia. Entre experiências de vida. Entre pessoas. Termina o evento daquele dia, daquela noite. As pessoas se retiram da biblio- teca, bem alimentadas. Quase nunca sobram salgadinhos, nem refrigerantes, nem suco. Muito menos café. Mas o sustento partilhado é, também, de outro tipo. As pessoas saem incomodadas pelos depoimentos. Saem com seus ho- rizontes expandidos pelas informações. Saem conversando, pensando. Saem da biblioteca para o mundo, saem com mais bagagem intelectual do que quando entraram. Não é este o papel das bibliotecas? Quando o projeto Ciência, café e cultura começou no CEFET-MG , eu ocu- pava a Diretoria de Educação Profissional e Tecnológica (DEPT) . Muitas vezes os encontros aconteciam no mesmo dia das reuniões de conselho. Às vezes eu chegava atrasado, às vezes não conseguia ir. Porém, sentíamos todos vontade de estar lá, de participar. E se, pessoal e institucionalmente, alguma ajuda, algum apoio foi dado, sinto-me privilegiado. Pois tive a chance de ver algo novo nascendo, crescendo, dinamizando a vida escolar, o ambiente ins- titucional. Algo que criou raízes, conectou os fios, firmou-se e expandiu-se. Esse desafio foi proposto à instituição pela professora Cláudia França e sua equipe, composta por professores e servidores técnico-administrativos, alu- nos e alunas. Equipe que enfrentou desafios dos mais diversos. O uso pro- posto para o espaço da biblioteca causou estranhamento, e nem sempre se mostrava adequado para o que o evento propunha. O som falhava. As pessoas tinham dificuldade em mexer com os tablets. Problemas no trânsito da cidade geravam atrasos na chegada das pessoas convidadas; havia sem- 28