Ceja | Page 11

11 A palavra crônica vem do grego, “chronos” e quer dizer tempo, assim, uma crônica é baseada em acontecimentos comuns do cotidiano; é um formato literário, que no passado, era muito visto em jornais. Atualmente ela ganhou espaço em blogs e continua sendo muito utilizada em jornais. Por mais que a crônica seja utilizada em revistas e jornais, ela se diferencia da notícia, pois não pretende informar alguém, mas passar alguma experiência ou contar uma história. O foco narrativo desse tipo de texto é, invariavelmente, em primeira pessoa, já que o autor está contando sua experiência. A estrutura da crônica é muito parecida com a do conto, possuindo um começo, meio e o fim. Ah! O amor! O amor, ah o amor! São todos olhares sinceros, palavras ditas com carinho, um beijo e um apelido bonitinho. São sonhos sonhados, planejados e aguardados, gestos pequenininhos, mas inesquecíveis a um coraçãozinho. As mãos dadas no friozinho, os dedos geladinhos, a espera de chegar em casa e dormir no quentinho. Coisas tão pequenas do dia à dia, que fazem tão bem e que precisam ser guardados como coisas indispensáveis dentro da memória. O amor é pensante, é relevante, aconchegante, é tudo aquilo, é tudo isso, é gostoso e arrepiante. Ele cativa cada um de uma forma especial. Às vezes engraçado, as vezes anormal. Mas, o que dizer, o que fazer, quando ele chega? Eu lhes aconselho, nem tente correr! Ele vai caçar você, vai prendê-lo a ele, vai usar você para seu próprio bem. Fácil dizer, fácil se esforçar, fácil fingir se importar. Mas, apenas o verdadeiro fica, permanece por décadas, e a tendência é ficar cada vez mais forte, cada vez mais te faz criança e faz teus olhos brilharem. Assim é o amor para quem sabe amar. Thais Sauzedo Gonçalves O cronista, ao contrário do jornalista, dá um toque pessoal aos fatos que está descrevendo, ele narra os acontecimentos da maneira que quer, incluindo detalhes fictícios, fantasiosos ou críticos. Uma crônica normalmente é curta e não se estende em capítulos. Conceito, estrutura e características entendidas, os alunos do Ensino Médio escolheram um tema relevante e produziram suas crônicas (segue abaixo uma produção). O segundo momento foi de análise de crônicas do escritor Fabrício Carpinejar, onde se aproveitou também para trabalhar a linguagem não verbal, conforme imagens abaixo.