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Resumo Individual da Mesa-Redonda #3
OS FIOS DE ARIADNE: A ESCRITA DO TEMPO E A INVENÇÃO DA CIDADE
ATRAVÉS DAS CRÔNICAS
Ana Cristina Meneses de Sousa
RESUMO: Minhas reflexões para Mesa “Cidade, Memória e Patrimônio na literatura”
insinuam-se na possibilidade da História pensar a cidade a partir da literatura, principalmente
através das crônicas. Irei discutir como as crônicas inventam e fazem circular uma quantidade
significativa de signos sobre a cidade, formando uma teia de informações sensíveis que passam
a orientar o presente a partir do passado. A crônica como uma linguagem estética que se
caracteriza pela sua condição de discurso entre a memória e a ficção, produz representações
materiais e imateriais da cidade, bem como, costura sentidos, tradições e experiências humanas
e históricas. Nesse sentindo, farei uso da pesquisa realizada no Doutorado sobre as crônicas
escritas sobre a cidade de Teresina, pelo seu cronista-mor, a saber: A. Tito Filho (1924-1992),
que foi professor Língua e Literatura Portuguesa da antiga Faculdade Católica de Filosofia do
Piauí, de Língua e Literatura Portuguesa do Liceu Piauiense. Foi também Jornalista -
“Libertação", no Rio de Janeiro, do "Estado do Piauí", do "Jornal do Comércio", de "O Piauí",
do "Jornal do Piauí", colaborador de "O Dia" e "O Estado", organizador e editor da Revista da
Academia Piauiense de Letras e de muitos outros jornais e revistas. Além dessas funções,
escreveu em torno de trinta e seis livros, em temáticas que versavam seu lado historiador,
cronista, poeta, filólogo, biógrafo, geógrafo, humorista, pesquisador, sociólogo, jurista, crítico
literário, etc.. Para essa discussão será levada em consideração os conceitos ampliados sobre
crônica, desenvolvidos por Gomes (2004), além do conceito de cidade como sensibilidade e
imaginação de Pesavento (2007) e Calvino (1990).
Palavras-Chave: Cidade; Crônicas; A. Tito Filho