Caderno de Resumo do III SIICS Caderno de Resumos do III SIICS | Página 454

Página | 454 exemplo são as índias que encenam guerras e gestos coreógrafos, apelativos, mesmo assim nos permite ter apercepção de seus personagens como guerreiras e guerreiros do auto do bumba- meu-boi, a mãe Catirina grávida, o pai Francisco e o que falar do boi conduzido pelo miolo que baila entre o grupo e se torna magistral. Cada sujeito que interpreta um personagem tem sua história de vida e seus papéis na sociedade são diversos, comungando como diz VELHO (2013, p. 29), um o repertório de papéis sociais não são está situado em um único plano, mas a sua própria existência esta condicionada e essas múltiplas realidades. Os brincantes que vivenciam a experiência de viver um personagem inicia sua jornada em uma escolha de um grupo, sotaque e vai para os ensaios, nem sempre conseguem ser o personagem que queriam, mas quando vestem suas indumentárias, sejam com o rosto e o corpo coberto e não identificado, caso do miolo do boi, mãe Catirina quando usa máscara, cazumbá e os seres míticos de alguns grupos, eles dançam, gesticulam e contam histórias que estão na memória do coletivo e do próprio brincante, estabelecendo através da cultura e do seu corporal uma história, que segundo PESAVENTO (1995, p.21) o imaginário não é um ensaio do real, mas evocação que dá sentido às coisas. Por todos esses aspectos aqui relatados, a brincadeira do bumba-meu-boi seja pelo enfoque folclórico, antropológico ou histórico traz o estético como fenômeno social que usa o corpo para representar o auto do boi, sua história do cotidiano de um casal de pessoas simples, vista até hoje no cotidiano da cidade, que representa o ciclo da vida como o nascer, viver e morrer, na figura do boi. O brincante canta, dança, simboliza com seu corpo, expressão de sentir-se outra pessoa com seu personagem ou de encontrar e experimentar novas sensações que seu corpo desconhecia. Palavras chave: Corpo. Brincante. Bumba-meu-boi. Linguagem corporal.