Boletim Astronomico KAPPA CRUCIS No. 1 Primavera 2017
Pergunte a KAPPA
Tudo que você sempre quiz saber sobre o cosmos e tinha medo de perguntar!! ATENÇÃO: RESPONDEMOS TODAS AS PERGUNTAS:( Mesmo que a resposta seja " Não Sabemos!")
“ O mesmo conjunto de estrelas que vemos aqui de Campinas ou Brasil são as mesmas que vemos em outros países, no norte da América, Europa, Ásia etc?( Kelly Cristina da Silva, professora do maternal da EMEI Jd. Nossa Sra de Fátima Leonilda Alves Valenzuela, Hortolândia, SP)
Kappa Crucis: Não. Dependendo da latitude na Terra em que nos encontramos, conseguimos ver determinadas estrelas no céu. Imaginando existir uma esfera celeste, que gira em função na verdade da rotação da Terra, quanto mais perto do equador, mais estrelas dos dois hemisférios celestes podemos ver. E quanto maior for a latitude em que estejamos na Terra, no sul ou norte, menor será a quantidade de estrelas que poderemos ver do hemisfério celeste oposto. Do seu hemisfério celeste você verá todas as estrelas, mas do hemisfério oposto não, a menos que esteja no equador. E se estiver num dos polos só verá as estrelas desse hemisfério celeste. Em Campinas, estamos na latitude 22,5 graus sul, ou seja, podemos enxergar todas as estrelas do hemisfério celeste sul, mas nem todas do hemisfério norte, uma pequena parte é verdade, mas não enxergamos.( KC)
““ O que é uma estrela cadente?”( Thallya Sousa, aluna da 3a série do ensino médio da EE Trinta e Um de Março, Campinas, SP)
Kappa Crucis: Não são estrelas.
Recebem esse nome porque os antigos pensavam que eram de fato estrelas que caíam do céu. Mas são na verdade fragmentos de rocha e poeira espacial, que existem aos montes no espaço do Sistema Solar, e que entram na atmosfera terrestre, se aquecem com o atrito com o ar, esquentam, encandecem e brilham. Estrelas Cadentes são também chamados de meteoros. Mas é importante ressaltar que o conceito de“ meteoro” é fenômeno ou evento que ocorre no céu, um“ fenômeno celeste”. Portanto não se trata de um corpo físico e sim fenômenos luminosos, como o brilho dessas rochas que vem do espaço ou relâmpagos, ou fenômenos sonoros, como os trovões. No espaço são chamados de meteoroides, que são rochas pequenas, e as maiores são chamadas de asteroides. A maioria desses meteoroides são pulverizados ou destruídos no contato com a atmosfera, mas caso sobre algum pedaço dela após se impactar com a Terra, passa a se chamar meteorito.( KC)
“ Existe alguma explicação para a Terra não possuir mais de um satélite natural? Caso possuísse mais de um satélite natural, como essa condição afetaria as características físicas da Terra?”( Tacita A. Ramos, professora de Física do ensino médio da EE Trinta e Um de Março, Campinas, SP)
A formação de um sistema planetário ao redor de sua estrela ou estrelas tem particularidades específicas relacionadas às estrelas envolvidas no processo e à formação de protoplanetas. A Terra possui um satélite grande, a Lua, e acreditase que ela tenha se originado de um violento impacto no passado bem distante. Planetas sólidos aparentemente raramente formam satélites. Podem inclusive, ainda como protoplanetas se transformarem em satélites de planetas gigantes gasosos. Em nosso Sistema Solar, Mercúrio e Vênus não têm satélites, Marte tem dois, mas são minúsculos asteroides capturados pela gravidade, e a Terra possui um satélite“ gigante”, mas fruto de um violento impacto em
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