ENTREVISTA
Quando Rio foi lançado, em 2011,
o Brasil estava na crista da onda,
desfrutando de uma popularidade
inédita. Recebido com críticas
positivas, seu filme foi um sucesso de público nos EUA e na Europa. Você acha que Rio ajudou a
cristalizar a imagem do Brasil no
exterior ou o que se deu foi o contrário, ou seja, seu filme é que se
beneficiou de um momento positivo do país mundo afora?
Carlos Saldanha: Foram as duas
coisas. Foi uma junção de fatores que
resultou na bela surpresa do lançamento do filme e das reações ao resultado. Minha ideia, o embrião de
Rio, é anterior a este momento de
euforia em relação ao Brasil, e, coincidentemente, o lançamento casou com
o anúncio de que o Rio sediaria as
Olimpíadas de 2016. A ascensão do
Brasil já era clara naquele momento,
mas o filme foi lançado em 2011 simplesmente porque não ficou
pronto anteriormente. Mas, ao mesmo tempo, tenho consciência
de que Rio, o filme, fez pela cidade, em termos de divulgação,
algo que nenhuma administração local imaginava ser possível. A
prefeitura pode gastar bilhões de dólares com propaganda sobre
o Rio, mas nenhuma delas terá o alcance de Rio. É numericamente impossível. Foi meu presente de uma vida toda para a cidade.
Agora, é com e \