BAR
Antes de ser cultuado como bartender referência em bares de
Bilbao e, na última semana, de São Paulo, Rios lembra que começou "servindo cerveja", quando tinha entre 19 e 20 anos.
"Comecei trabalhando aos finais de semana em eventos para
muita gente. Em uma festa, vi que um bartender fazia a coquetelaria, algo diferente do que eu fazia, que era simples. Comecei a
estudar, praticar, trabalhar com hotelaria, maître, sommelier. Me
desenvolvi, peguei amor pela profissão."
Ao contrário da viagem de 2012, David Rios não veio ao Brasil
para observar, mas para ser observado e passar alguns conselhos
aos participantes da etapa brasileira do mundial. "Foi muito instrutivo. Vi dez bartenders em um nível muito alto, quatro deles em
nível 'World Class' e que podem perfeitamente representar o Brasil, estão preparados para ser campeão", analisa o espanhol.
Só não pense que os 27 candidatos ao título – dez estão na
final, que acontece em maio – foram os únicos que puderam ouvir dicas do melhor bartender do mundo. Ao iG, ele citou dez coisas que não pode faltar em seu bar de casa, como se aventurar
na criação de um coquetel e o que as mulheres tendem a gostar
mais.
Como criar um coquetel
"Primeiro é preciso pensar na história, no que você quer transmitir. Depois, para o que é. É para servir em um bar? É para um
campeonato? É focado em algo como o mar, a montanha? Sempre penso o coquetel como se fosse um prato de cozinha. Você
tem um pescado ou uma carne, que é a base, e as guarnições ao
seu redor. Nossa base aqui é um destilado, e a partir disso começa a trabalhar a coquetelaria, o que combina com esse destilado."
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Mas é muito difícil? "Não é complicado. Uma dica é
começar pelo básico e trabalhar com
coquetéis
mais
doces porque é
mais fácil de acertar, de equilibrar.
Com um coquetel
amargo e muito
alcoólico é mais
difícil fazer isso.
Trabalhe com uma base de xarope de açúcar e algo cítrico como o
limão. Não há mistério, é começar aprendendo e misturando,
abrir as frutas e provar. O próprio brasileiro começou a evoluir
isso, antes a caipirinha era só de limão, agora tem de várias frutas".
Mulheres e coquetel favorito
Sobre o que as mulheres gostam mais, ele diz que há uma tendência que puxa para os drinques mais adocicados, enquanto o
homem gosta dos coquetéis mais secos. Questionado se tem uma
bebida favorita, Rios responde que tem "quatro ou cinco" em
mente, mas acaba citando o "Aroma", junção dos nomes dos filhos gêmeos, Aroa e Markel, e que leva rum, licor de café, xarope
de amêndoas, creme de coco, uma folha de hortelã e grãos de
café.