Pompeia noutros tempos:
A erupção do Vesúvio não só destruiu Pompeia, mas também ajudou a conservar a cidade, tornando este local arqueológico um espaço único para os arqueólogos e historiadores vislumbrarem como se organizava uma cidade romana no século I d.C.
O povoamento inicial de Pompeia ocorreu no século VII a.C. Esta localização foi escolhida devida à proximidade ao rio Sarno e à ligação ao Mar Mediterrâneo. No século III a.C. a povoação foi conquistada pelo Império Romano, mas apenas ascendeu ao estatuto de colónia romana em 80 a.C., recebendo a designação de Colonia Cornelia Veneria Pompeianorum, em homenagem à deusa Vénus e ao ditador romano Lucius Cornelius Sulla. A prosperidade da comunidade pompeiana resultou das ligações comerciais, sobretudo ao Mediterrâneo Oriental, o que é visível na influência egípcia nas construções da cidade romana.
Após a erupção do Vesúvio em 79 d.C. a cidade permaneceu oculta durante cerca de 1700 anos, apesar dos habitantes locais por vezes encontrarem vestígios da antiga cidade à qual se referiam somente como «la civitá» (a cidade). Na sequência da descoberta da povoação vizinha de Herculano o rei de Nápoles e das Duas Sicílias, Carlos de Bourbon autorizou as escavações arqueológicas em Pompeia em 1748.
Desde daquela data até à atualidade, Pompeia tem lentamente revelado os seus segredos. Entre os muitos achados nesse espaço arqueológico destacam-se a Casa do Fauno, batizada assim devido à estátua de um fauno ali encontrada. Trata-se de uma luxuosa casa aristocrática com uma riquíssima decoração de frescos e mosaicos. Entre as casas privadas importa referir também a Villa dos Mistérios, uma rica residência rústica construída nos arredores da cidade. Pompeia possuía também edifícios públicos típicos das cidades romanas, como as termas, teatros e o fórum, onde se localizava o Capitólio (Templo a Júpiter, Juno e Minerva), além do Templo de Ísis, divindade de origem egípcia que demonstra a ligação da cidade romana ao Egito.
Foram ainda encontrados vários grafitis nas paredes das casas de Pompeia. Se alguns são reproduções de poemas de Virgílio e Ovídio, outros têm uma conotação política ou sexual.
Atualmente, Pompeia continua a ser um espaço arqueológico em análise, revelando novas descobertas regularmente.