A dimensão do desastre e algum respiro
Miriam Leitão
A maior queda do PIB da nossa história foi construída na marcha da insensatez do governo Dilma. Este 7 de março foi o dia de olhar de frente para todos os números do nosso desastre e é espantoso que haja quem duvide da origem dos erros que nos trouxeram ao ponto em que estamos. Mais de 7 % de recessão em dois anos, mais de 9 % quando a conta é feita pelo PIB per capita desde 2014.
A história econômica registrará o ineditismo do mo mento. Desde que há estatísticas, em 1901, nunca se viu um biênio como este. A crise foi feita por Dilma, mas Temer ainda não a reverteu. Estamos numa tran sição. O dado do último trimestre de 2016 foi mais ne gativo do que o esperado, mas, felizmente, não é uma tendência.
Há várias formas de se olhar este índice. O PIB caiu 0,9 %, no último trimestre, comparado ao trimestre an terior. Havia sido de-0,3 % no segundo trimestre e-0,7 % no terceiro. Quem olha a sequência de números pode pensar que estamos no meio de um agravamento da recessão. Mas, não. A melhor forma de olhar os dados é compará-los com o mesmo trimestre do ano anterior. Por essa conta, no começo do ano passado, a queda era de 5,4 %, e, agora, 2,5 %. Atenua-se lentamente o ta manho da recessão.
A melhora vai ser demorada e com isso o país vai continuar convivendo com números desastrosos. A ta xa de investimento – que mostra possibilidade futura de crescimento – teve uma queda no ano de 10,2 %. Em 2015, havia caído mais: 13 %. E chegou a
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