A democracia sob ataque | Page 10

É claro que brasileiros e brasileiras aguardam maior rapidez e a consumação não apenas da Operação Lava-Jato, que envolve algumas das maiores figuras da República, nos últimos 40 anos, como ex-presidentes, ex-ministros ou atuais ministros do Poder Executivo, presidentes ou ex-presidentes das Câmaras Alta e Baixa, assim como senadores ou ex-senadores, deputados federais, numa lista que ultrapassa uma centena, 13 governadores e ex-governadores, e dirigentes de empresas estatais, como a Petrobras( hoje profundamente afetada), e grandes empresários e seus asseclas.
Mesmo sabendo que a realidade econômica e financeira, embora lentamente, já começa a dar passos pequenos mas consequentes rumo à estabilidade e a um crescimento que poderá nos conduzir a novos rumos para o país, grande parte dos nossos cidadãos, ao tempo em que rejeitam e não admitem mais projetos de lei ou emendas constitucionais de pura enganação sobre a forma como se faz política entre nós, estão se inclinando a rejeitar a política e os políticos, e a aceitar e até defender líderes populistas como o capitão Jair Bolsonaro.
Nesse terreno movediço, há, porém, uma boa parte de pessoas que acreditam e defendem que não há outro caminho para a solução dos problemas do Brasil, como de qualquer país, que não seja o da política. E, por conta desta sua correta visão, são favoráveis a que se implante, por exemplo, o sistema de voto distrital misto e outras formas de se escolher melhor nossos representantes. Da mesma linha, exigem que se proponha e se materialize, antes e acima de tudo, uma verdadeira reforma política, pondo fim ao presidencialismo de coalizão, que nada mais é que um“ presidencialismo de cooptação” e se estabeleça o parlamentarismo, regime mais moderno e mais identificado com a realidade contemporânea.
Imprescindível também para eles que se faça uma reforma democrática do Estado brasileiro, uma das máquinas mais caras existentes no planeta Terra, não apenas reduzindo o número de Ministérios e de Secretarias, Agências etc., mas também a absurda quantidade de seus funcionários, com seus supersalários. E, do mesmo modo, uma reforma tributária, que ponha fim às atuais desigualdades, em que os que menos têm e menos ganham são os que, proporcionalmente, mais pagam impostos. E outras reformas mais.
Deleitemo-nos com o rico material que contém esta edição. Boa leitura!
Os Editores
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