A democracia e seus desafios em tempos de crise 1ª Edição - Outubro 2017 | Seite 49
Desafeição e política:para outra gramática cidadã- Anotações de trabalho
fortes, também em nível global. E o melhor exemplo aconteceu
faz muito pouco: vinte sujeitos podem sequestrar quatro aviões e
bater de frente contra símbolos e centros chave do poder político,
econômico e militar do país com os maiores e melhores sistemas
de segurança do mundo, criando um estado de choque na popu-
lação que trouxe consequências, nem sempre positivas, para o
próprio exercício de seus direitos.
A estratégia do “salve-se quem puder” parece não melhorar
a segurança de ninguém, nem ainda dos mais fortes. No meio da
atual situação tudo parece apontar a que, para sobreviver como
humanidade, necessitaremos a formação de uma nova ética, 8
com um renovado imperativo categórico (eis um problema do
original: o que isso significa no original? Fui lá ler e também não
me fez qualquer sentido!!), bem como também, de uma recom-
posição da imagem do humano. Não parece haver possibilidades
de uma segurança sem cooperação e mútuo reconhecimento.
3. Elementos para outro ideário normativo no plano
ético-político
Que seria a felicidade senão se medisse com a inconmensurável
tristeza do que acontece? Porque o curso do mundo esta transtornado.
O que se adapta com cuidado a ele se converte em participante da loucura,
enquanto somente o excêntrico pode se sustentar e conter o absurdo
Adorno. Minima Moralia.
3.1. No campo político em geral, a transição às democracias
em um nível quase mundial surge no meio do impacto destas
mutações (as que provêm do processo de globalização moder-
nizante, da ideia em termo mais ou menos neoliberal, ou lida
como um processo inelutável, conduzido pelas forças anônimas
8 Isto é, da criação de novas regras compartilháveis de convivência a nível local e
mundial.
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