A democracia e seus desafios em tempos de crise 1ª Edição - Outubro 2017 | Page 156

Democracia e direitos humanos no espaço prisional ampliou consideravelmente a “vida desprotegida”, com o cresci- mento econômico, juntamente com a degradação da atmosfera física, ameaçando a situação humana no planeta. É nesta mesma linha de reflexão que encontramos e constatamos a deterioração do sistema carcerário. A responsabilidade jurídico-política frente ao sistema carcerário A responsabilidade jurídico-política frente a esta situação caótica do sistema carcerário é bancar um procedimento me- todológico para uma ampla discussão com os responsáveis pela política carcerária a partir de propostas alternativas, consideran- do os estudos e as pesquisas feitas sobre a temática voltada para a área de concentração, a saber, do conhecimento dos direitos humanos sem a priorização de um credo doutrinário específico. Para este procedimento deve-se priorizar o estudo teórico da pro- blemática prisional, revisando a normatividade escrita na Lei de Execução Penal (LEP) para mostrar o descompasso entre o nor- mativo e o institucional no que se refere ao sistema carcerário. Isto exigirá visitação, conversas/encontros com os/as apenados/as e com agentes dos serviços penitenciários. Tudo isto exigirá, tam- bém, literaturas específicas focadas no tema e a sistematização das atividades realizadas em material próprio. Este será o ponto central para pensar o sistema carcerário atual em outra perspec- tiva social. Para a mulher e o homem se humanizarem e garantir os seus direitos humanos, eles não podem permanecer encasulados em suas subjetividades, necessitam-se objetivar-se, o que só pode ocorrer através da sociabilidade e interação com os seus seme- lhantes. Este é um preceito que o apenado/a não pode abrir mão para fazer valer seus direitos que já estão garantidos na Consti- tuição brasileira, principalmente na Lei de Execução Penal (LEP). Como já foi dito, a sociabilidade é em certo sentido o resultado 155 de 244