À beira do precipício pd51 | Page 201

me entenderam, o que, aliás, não é novidade”. Por volta de 1960, mudou-se para Nova Friburgo-RJ, onde permaneceu até 1968, tendo retornado em seguida para Cataguases, onde faleceu.
Em 2000, a editora Bluhum, do Rio de Janeiro, relançou O Agressor. Em 2003, a Ateliê Editorial, de Cotia-SP, publicou um dos livros que Fusco deixou inédito, A. S. A. Associação dos Solitários Anônimos, definido como“ uma rapsódia surrealista” pelo crítico Manuel da Costa Pinto.
Fusco publicou mais dois romances – O Livro do João( 1944) e Dia do Juízo( 1961) –, além de obras de poesia, ensaios e teatro. Segundo Werneck, existem ainda outros inéditos, como Vacachuvamor, romance; Um jaburu na Tour Eiffel, livro de viagem; e Creme de pérolas, poemas eróticos.
Werneck
Ronaldo Werneck nasceu em Cataguases, morou por mais de 30 anos no Rio de Janeiro e voltou a viver na cidade natal, desde o final do século passado. Jornalista e crítico, colaborou com vários jornais e revistas cariocas. Desde 1968, colabora com o“ Suplemento Literário Minas Gerais”, onde publicou poemas, resenhas e críticas de cinema.
Poeta, tem oito livros publicados: Selva Selvaggia( 1976), Pomba Poema( 1977), Minas Em Mim e o Mar Esse Trem Azul( 1999), Ronaldo Werneck Revisita Selvaggia( 2005), Noite Americana / Doris Day by Night( 2006), Minerar o Branco( 2008), Cataminas Pomba & Outros Rios( 2012) e O Mar de Outrora & Poemas de Agora( 2014).
O escritor lançou também, em 2009, o livro-ensaio Kiryrí Rendáua Toribóca Opé – Humberto Mauro Revisto por Ronaldo Werneck, e os livros de crônicas Há Controvérsias 1( 2009) e Há Controvérsias 2( 2011). Desde os anos 1990, assina a coluna“ Há Controvérsias”, publicada em vários blogs e no jornal O Liberal, de Cabo Verde.
Sobre a obra: Sob o signo do imprevisto: Rosário Fusco visto por Ronaldo Werneck. Poemação Produções. Cataguases-MG, 2017, 128p.
Para tirar Rosário Fuscodo esquecimento
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