À beira do precipício pd51 | Seite 149

Google e Twitter – demonstram que a sua infra-estrutura estratégica seguirá de vento em popa.
É verdade, porém, que surgem probleminhas, à medida em que seus rancores passaram a machucar não só as classes empresarial e política. Alguns desses segmentos já pensaram em um hipotético impeachment, algo extremo na sólida concepção democrático / individualista do país.
Explodem os escândalos por toda a parte, mas, por enquanto, ele próprio – bem amparado por sua máquina de Estado – zomba da sociedade, dizendo, por exemplo, que qualquer atitude do Congresso e do Judiciário, contra si, aí, sim, é que haverá crise de verdade.
A ONU e quaisquer outras entidades internacionais nada valem; o mundo árabe / islâmico é‘ inferior’; os negros crescem de forma descontrolada, mesmo em nações brancas, onde esses‘ fenômenos’ eram impensáveis, enquanto os chineses e os russos – apesar de se tornarem tão capitalistas quanto Washington – tornam-se, a cada dia, mais‘ perigosos’. Torna-se necessário, pois, detonar conflitos e guerras( inicialmente só comerciais), contra eles e o resto do mundo,‘ que se aliam cada vez mais a Moscou e a Pequim, sem pudor’.
O dirigente norte-americano chegou, no entanto, a uma fase em que, por exemplo, um próprio colega( de velhas ideias anticomunistas e de partido antinegro), o senador John Mcain, pouco antes de morrer – com um câncer na cabeça – simplesmente encaminhou-lhe um recado:‘ Donald, por favor, não compareça ao meu velório’!!!
Parece um sintoma de que para tudo existe algum tipo de limite, ou seja, a própria sociedade norte-americana se mexe e a qualquer instante poderá começar a se mexer, cansada de seus próprios cidadãos-ditadores.
Os Estados Unidos e o Mundo: tensões
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