Nos filmes originais
de Star Wars, o Mestre
Yoda era um efeito
prático, sendo utilizado
um boneco-fantoche
controlado por
pessoas reais
Na segunda trilogia a revolução se deu nos efeitos
digitais. Se para a crítica especializada e para a maio-
ria dos fãs faltou qualidade no roteiro, a computação
gráfica presente no filme foi uma unanimidade. Pela
primeira vez na história, em Star Wars - Episódio
II: Ataque dos Clones um filme foi filmado com
câmera 100% digital.
Na renovação da franquia iniciada em 2015
com Star Wars: O Despertar da Força, a maneira
encontrada de revolucionar foi utilizar de maneira
equilibrada tanto efeitos práticos quanto digitais, o
que trouxe um primor visual para o filme, resgatando
o espírito dos filmes originais. A nova trilogia é um
capítulo especial também na sua representatividade.
Apesar da presença significativa de personagens
Cena de “Star Wars: O Despertar
da Força”. Na foto, Rey, a nova
protagonista da historia, e BB-8, o
novo androide auxiliar.
femininas fortes nas duas primeiras trilogias (como
ignorar a icônica Princesa Leia?), a representação
dessas personagens ainda era muito sexualizada e
explorada de uma maneira antiquada e retrógrada
pelos diretores e roteiristas (os diálogos de Padme na
trilogia dos prelúdios são um bom exemplo). Atu-
almente, a construção das personagens femininas,
com destaque especial para o protagonismo de Rey,
acompanha as mudanças vividas na sociedade em que
o filme pertence, sendo evidente o crescimento do
público feminino, especialmente infantil, nas salas de
cinema de todo o mundo.
E se Rey foi uma personagem pioneira no univer-
so criado por Lucas, o longa-metragem Rogue One:
Uma História Star Wars, primeiro filme derivado
da franquia, que estreou em 2016, seguiu a tendência
ao dar vida à rebelde Jyn Erso. Enquanto isso, no
próximo capítulo da saga dos Skywalker, Star Wars:
Os Últimos Jedi que estreia dia 15 de dezembro de
2017, vai continuar a jornada de Rey nos cinemas,
dessa vez ao lado do mentor e também protagonista
Luke Skywalker, que finalmente retorna a franquia e
que deve ter um papel de grande destaque no longa.
Além do Episódio 8, em 2018 teremos o segun-
do filme derivado de Star Wars, ainda sem título,
que promete contar a origem do icônico Han Solo.
O plano da Lucasfilm e da Disney, detentoras dos
direitos de produção da franquia, é continuar fazendo
filmes (e séries!) mesmo após o fim desta nova tri-
logia, expandido o universo de George Lucas. Tudo,
unido, só confirma a máxima deste universo: a Força
sempre será mais forte em Star Wars.