ZINT Jun. 2017 | Page 38

Nos filmes originais de Star Wars, o Mestre Yoda era um efeito prático, sendo utilizado um boneco-fantoche controlado por pessoas reais Na segunda trilogia a revolução se deu nos efeitos digitais. Se para a crítica especializada e para a maio- ria dos fãs faltou qualidade no roteiro, a computação gráfica presente no filme foi uma unanimidade. Pela primeira vez na história, em Star Wars - Episódio II: Ataque dos Clones um filme foi filmado com câmera 100% digital. Na renovação da franquia iniciada em 2015 com Star Wars: O Despertar da Força, a maneira encontrada de revolucionar foi utilizar de maneira equilibrada tanto efeitos práticos quanto digitais, o que trouxe um primor visual para o filme, resgatando o espírito dos filmes originais. A nova trilogia é um capítulo especial também na sua representatividade. Apesar da presença significativa de personagens Cena de “Star Wars: O Despertar da Força”. Na foto, Rey, a nova protagonista da historia, e BB-8, o novo androide auxiliar. femininas fortes nas duas primeiras trilogias (como ignorar a icônica Princesa Leia?), a representação dessas personagens ainda era muito sexualizada e explorada de uma maneira antiquada e retrógrada pelos diretores e roteiristas (os diálogos de Padme na trilogia dos prelúdios são um bom exemplo). Atu- almente, a construção das personagens femininas, com destaque especial para o protagonismo de Rey, acompanha as mudanças vividas na sociedade em que o filme pertence, sendo evidente o crescimento do público feminino, especialmente infantil, nas salas de cinema de todo o mundo. E se Rey foi uma personagem pioneira no univer- so criado por Lucas, o longa-metragem Rogue One: Uma História Star Wars, primeiro filme derivado da franquia, que estreou em 2016, seguiu a tendência ao dar vida à rebelde Jyn Erso. Enquanto isso, no próximo capítulo da saga dos Skywalker, Star Wars: Os Últimos Jedi que estreia dia 15 de dezembro de 2017, vai continuar a jornada de Rey nos cinemas, dessa vez ao lado do mentor e também protagonista Luke Skywalker, que finalmente retorna a franquia e que deve ter um papel de grande destaque no longa. Além do Episódio 8, em 2018 teremos o segun- do filme derivado de Star Wars, ainda sem título, que promete contar a origem do icônico Han Solo. O plano da Lucasfilm e da Disney, detentoras dos direitos de produção da franquia, é continuar fazendo filmes (e séries!) mesmo após o fim desta nova tri- logia, expandido o universo de George Lucas. Tudo, unido, só confirma a máxima deste universo: a Força sempre será mais forte em Star Wars.