Aos dois leitos aplicou-se a água residual industrial a tratar , de cima para baixo ( verticalmente ), tendo-se recolhido amostras antes e após a passagem pelos leitos . Foram estudados três tipos de águas ( Tabela 1 ).
A remoção de azoto amoniacal ( Fig . 2 ) indica que a profundidade do leito não influenciou na sua remoção nas águas menos poluídas ( Tipos de água A e B , Tabela 1 ). Para a água mais poluída ( Tipo de água C , Tabela 1 ) observou-se que o leito mais profundo ( CW2 ) consegue uma maior remoção . Este tipo de leito permite uma maior distribuição de raízes e microrganismos no substrato , e ainda um maior tempo de contacto entre a comunidade microbiológica e a água residual a tratar , favorecendo assim a degradação e / ou assimilação mais completa dos poluentes .
Figura 2 . Valores de azoto amoniacal na entrada e saída das ZHC e eficiências de remoção ( adaptado de [ 3 ]).
Volatilização processo de conversão de um produto químico de um líquido ou sólido para um estado gasoso ou estado de vapor .
NH 4 + ião amónio
NO 3-
Nitratos
NO 2-
Nitritos
A remoção de azoto amoniacal nos leitos está associada à ocorrência de determinados mecanismos de remoção como :
• volatilização do azoto amoniacal [ 4 ], uma vez que o pH da água a tratar era elevado ( acima de 9,2 nos testes A e B ), estando assim o azoto amoniacal disponível para ser volatilizado ;
• processo de nitrificação , uma vez que o pH do efluente diminuiu em todos os testes ( Fig . 3a e 3c ). A nitrificação é um processo biológico de conversão de NH 4 + em NO 3- em duas etapas sequenciais , na presença de oxigénio , resultando na libertação de protões . Na primeira etapa , dá-se a oxidação biológica de NH 4 + em NO 2- devido à ação de bactérias do género
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