Edição Especial / Special Edition Janeiro / January 2024
Poderá o CO 2 atmosférico funcionar como agente neutralizante no tratamento de águas residuais ?
Autores Luís Madeira 1 , 2 , 3 , Margarida Ribau Teixeira 1 , 3 , Adelaide Almeida 2 , 3 , 4 , Fátima Carvalho 2 , 3 , 4
Afiliações 1 Faculdade de Ciências e Tecnologia , Universidade do Algarve 2 Departamento de Tecnologias e Ciências Aplicadas , IPBeja 3 CENSE – Center for Environmental and Sustainability Research , & CHANGE – Global Change and
Sustainability Institute 4 FiberEnTech , Fiber Materials and Environmental Technologies
Revisão Escola : Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas , São Brás de Alportel , Portugal Alunos : Estudantes do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas
SUMÁRIO — Alguns tratamentos de águas residuais alteram o pH da água , tornando-o elevado (> 10 ), por exemplo , o tratamento por precipitação química com cal hidratada . Estas águas residuais , além de serem inadequadas para alguns dos processos de tratamento seguintes numa estação de tratamento de águas residuais , são instáveis e propícias a precipitar carbonato de cálcio , CaCO 3 ( vulgarmente conhecido por calcário ) nas condutas de distribuição . Assim , a redução do pH torna-se importante . Esta redução pode ser feita com ácidos ( e . g . H 2 SO 4 ou HCl ) ou com injeção de CO 2 ). O uso dos ácidos , comparativamente à injeção de CO 2 , apresenta algumas desvantagens , como a corrosão dos equipamentos e o elevado custo económico . Por outro lado , o transporte / armazenamento de CO 2 para o local de tratamento também representa um custo para a empresa . O sequestro de CO 2 atmosférico surge como uma solução mais ecológica e economicamente sustentável na redução do pH , além de contribuir simultaneamente para a mitigação de gases de efeito estufa . Neste trabalho , serão conhecidos os mecanismos de sequestro de CO 2 atmosférico bem como a sua aplicação a um caso de estudo .
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