UALGORITMO 8.1 JUNHO 2026 Junho 2026 | Page 36

Al 2( SO 4) 3 Sulfato de alumínio
FeCl 3 cloreto de ferro( III)
Polieletrólitos polímeros que possuem unidades repetitivas ionizáveis, o que lhes confere carga elétrica quando dissolvidos em água.
Adsorvente material, geralmente sólido, poroso e com grande área superficial, que atrai e retém( adsorve) moléculas, átomos ou iões( adsorvato) na sua superfície.
Adsorção processo físico-químico onde moléculas, átomos ou iões de um gás ou líquido aderem à superfície de um sólido( o adsorvente), formando uma camada fina( diferente do processo de absorção onde a substância penetra no sólido). A adsorção ocorre devido a forças físicas( fisissorção) ou químicas( quimissorção). comerciais de coagulantes são o sulfato de alumínio Al 2( SO 4) 3 ou o cloreto de ferro( FeCl 3), enquanto polieletrólitos, como as poliacrilamidas, são tipicamente usados como floculantes catiónicos.
O que são derivados de nanoceluloses?
A celulose é um polímero natural reconhecido pela sua baixa ou nula toxicidade, biodegradabilidade e elevado número de grupos hidroxilo, que representam uma enorme oportunidade para produzir novos derivados de celulose [ 1 ]. A celulose organiza-se de forma hierárquica, desde a sua unidade fundamental de glicose, que se associa em cadeias lineares formando microfibrilas, que se agrupam em fibrilas, até à constituição das fibras e da parede celular vegetal. As nanoceluloses( nanocristais e nanofibras) são formas de celulose estruturadas na escala nanomérica que podem ser obtidas da celulose natural por aplicação de diferentes tratamentos( físicos, químicos, enzimáticos). As nanoceluloses têm uma ampla gama de aplicações, nomeadamente no tratamento de águas residuais, como adsorvente para remover metais pesados, corantes, matéria orgânica natural e produtos farmacêuticos, e como agente floculante para remover a turvação e os corantes [ 2-5 ]. Apesar do potencial das nanoceluloses no tratamento de águas residuais, a literatura é escassa na descrição de tal utilização. Neste trabalho foram usadas nanofibrilas de celulose que resultam da quebra das fibras de celulose através de tratamentos físicos, como a aplicação de pressões elevadas e força mecânica, combinados ou não, com pré-tratamentos químicos. Estes materiais apresentam características únicas, como dimensões nanométricas(< 100 nm) em, pelo menos, uma das suas dimensões( espessura) e uma elevada área superficial, conferida pela morfologia das fibrilas nativas [ 2 ]. Estes nanomateriais também apresentam baixa densidade, alta resistência mecânica e estabilidade, e elevado potencial de modificação química da sua superfície [ 2 ]. As nanofibrilas de celulose foram ainda cationizadas( modificadas com cargas positivas) para melhorarem a sua interação com as partículas coloidais presentes nas águas residuais, e consequentemente aumentar a sua eficácia enquanto agentes biofloculantes / biocoagulantes.
Kraft processo que envolve o tratamento da madeira com uma solução alcalina de hidróxido de sódio e sulfeto de sódio, que dissolve a lignina, separando as fibras de celulose. A polpa kraft resultante pode ser branqueada ou não, dependendo da aplicação final.
BEKP polpa Kraft de eucalipto branqueada, utilizada na produção de papel, obtida através do processo Kraft.
Como são produzidos os derivados de nanoceluloses?
Foi utilizada polpa de eucalipto branqueada, obtida no processo de cozimento Kraft( BEKP), que é tipicamente usada na preparação de papel. Esta polpa industrial, não refinada e não seca, foi utilizada como matériaprima para preparar as nanoceluloses catiónicas. Resumidamente, as fibras de celulose foram misturadas com um reagente catiónico, o CHPTAC( cloreto de 3-cloro-2-hidroxipropil trimetilamónio) em condições alcalinas, para ligar covalentemente grupos amónio quaternários( NR 4 +) às fibras de celulose. A cationização foi realizada a 70 ° C, durante 4 h, e as fibras cationizadas foram filtradas e lavadas com água destilada. Foram obtidas duas amostras: uma com maior grau de cationização( CNFC ++) e outra
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