UALGORITMO 8.1 JUNHO 2026 Junho 2026 | Page 34

Volume 8 Número 1 Junho 2026

O tratamento de águas residuais domésticas através de derivados de nanoceluloses como floculantes

Autores Margarida Ribau Teixeira 1, 2, Abdullah Ismail 2, Bruno Medronho 3, 4, Luís Alves 5, Jorge F. S. Pedrosa 5, Paulo J. T. Ferreira 5, Vânia Serrão Sousa 1, Ana M. Rosa da Costa 2
Afiliações
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CENSE – Center for Environmental and Sustainability Research, CHANGE – Global Change and Sustainability Institute. 2 Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas,
Ed. 7, 8005-139 Faro, Portugal 3 MED— Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development, CHANGE—
Global Change and Sustainability Institute, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, Ed. 8, 8005-139 Faro, Portugal 4 FSCN Research Center, Surface and Colloid Engineering, Mid Sweden University, SE-851 70
Sundsvall, Sweden 5 Universidade de Coimbra, CERES, Departamento de Engenharia Química, Pólo II, R. Sílvio Lima, PT 3030-790 Coimbra, Portugal
Revisão Escola: Escola Secundária José Belchior Viegas, São Brás de Alportel. Estudantes: Mateus Matos, Abstiviandra Teresa Ngandji, Regina Farinho, Adriana Pires e Laura Dourado.
Sumário— Os derivados biopoliméricos, obtidos de plantas, têm-se revelado uma alternativa promissora e mais sustentável que os agentes coagulantes tradicionais no tratamento de águas residuais. Este estudo avaliou o uso de derivados de celulose – nanoceluloses catiónicas( cNFC) – obtidos a partir de fontes naturais, como novos floculantes no tratamento de águas residuais domésticas através do processo mais comum, a coagulação / floculação. Foram preparados diferentes cNFC e testados em águas residuais. Para avaliar a eficácia dos derivados de celuloses nanofibriladas, determinaram-se a turvação e o carbono orgânico dissolvido( DOC) que representa a matéria orgânica contida na água. Os resultados mostraram que as cNFCs funcionam bem como agentes de floculação, especialmente em águas com níveis médios a altos de DOC, reduzindo significativamente a turvação sem aumentar o carbono dissolvido. Verificou-se também que as cNFCs ajudam a remover o carbono dissolvido, sendo, por isso, uma descoberta inovadora nesta área. As cNFCs com maior densidade de carga elétrica revelaram-se mais eficientes, mesmo em concentrações mais baixas, do que o coagulante comercial tradicional, o cloreto de ferro( III)( FeCl₃).
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