Três Margens Volume 3 | Page 2

EDITORIAL

O impossível reside nas mãos inertes daqueles que não tentam (Epicuro - filósofo da Grécia Antiga - 341 a.C., Samos — 271 ou 270 a.C., Atenas).

Todos passamos por fases da nossa vida em que decidimos desistir dos nossos projetos, porque pensamos que não valem a pena. Então colocamos de lado ou adiamos para outra data, talvez para quando tivermos melhores condições – pensamos.

Dependendo dos casos, o melhor será sempre fazermos um exercício de introspeção com o propósito de analisar as razões de tal mudança de planos. É porque não se encontram efetivamente reunidas as condições necessárias para o efeito? Será mera procrastinação? Ou será ainda porque temos receio de falhar?

No primeiro caso, a recalendarização é reconhecidamente uma estratégia inteligente de planeamento. No segundo, o adiamento poderá ser causado por preguiça ou por falta de coragem – convém averiguar e avaliar das consequências que podem advir do adiamento da vida. Ora, quanto ao terceiro cenário, não se pode reconhecer a nossa coragem, se não formos, virmos e fizermos. Encaremos desta forma este conjunto de ações: de cada realização que encetamos, duas coisas podem acontecer - ganhar ou aprender – e o benefício é sempre de escala superior: a ocorrer a vitória, significa que realizámos convenientemente todo o processo de preparação que resultou de forma eficaz; caso o resultado seja inferior ao esperado, tal obriga a uma revisão do plano, avaliação e reorganização da estratégia implementada e esse processo implica aquisição de aprendizagem que nos conduz num percurso