Síntese de Ca3Co4O9 (C349) para aplicações termoelétricas e eletroquímicas:
potencialidade do uso de conchas de marisco como fonte natural de cálcio
É de grande importância que a
microestrutura do material seja analisado
para garantir um bom desempenho, portanto,
a morfologia da superfície da fratura foi
inspecionada por um microscópio eletrônico
de varredura Zeiss (LEO 1430).
A Espectroscopia de Impedância
Eletroquímica (EIS) foi realizada usando um
equipamento Princeton Applied Research
(Modelo 1025) em condições de circuito
Resultados e discussão
Caracterização do pó
A Figura 10 apresenta o difratograma
do pó das conchas de marisco (CaCO 3 ) in
natura. Como pode-se observar, no pó sem
térmico, as fases presentes de carbonato
de cálcio são a calcita (JCPDS 24-0025) e a
aragonita (JCPDS 83-0577), onde a maioria
dos cristais são do tipo de mineral aragonita.
aberto em uma faixa de temperatura entre
700 e 800 ºC e pressões parciais de oxigênio
de 1 atm e 0,2 atm. Foi aplicada uma gama de
frequências de 0,1 Hz a 106 Hz e um sinal de
amplitude de 50 mV para as medições EIS. Os
valores de resistência foram multiplicados
pela área do eletrodo (0,2 cm2) e divididos por
2, para considerar a configuração simétrica
das células. Os resultados obtidos foram
analisados utilizando o software Zview.
No difratograma da Figura 11
nota-se a única fase presente do pó das
conchas de marisco após a calcinação a
550°C por 4 horas. O mineral aragonita se
transforma irreversivelmente em calcita
após a temperatura de 400°C. A calcita é o
principal mineral do carbonato de cálcio, o
mais abundante na natureza, constituinte
principal de vastas formações de rochas
sedimentares de calcário.
Figura 10. Difratograma de raios X do pó das conchas (CaCO 3 ) in natura.
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Série Iniciados v. 23