Série Iniciados Vol. 23 | Page 492

Estudo de lubrificantes a base de sistemas microemulsionados para aplicação em fluidos de perfuração O diagrama mostrado na Figura 3, foi construído pelo sistema composto por: fase aquosa (Glicerina e água), fase oleosa (FO - óleo vegetal) e T80. Neste sistema, foram observadas regiões de emulsão com microemulsão, WII e WIV. Figura 3. Sistema microemulsionado 2 (ME2) para o sistema: Glicerina e água, T80 e Óleo Vegetal. Fonte: Autora Os diagramas mostrados nas figuras 2 e 3 possuem a mesma fase oleosa e o mesmo tensoativo. O T80 possui uma cadeia de polioxietileno que o torna solúvel em água, favorecendo assim a sua aplicação em emulsões óleo em água (O/A). A fase oleosa é de origem vegetal e possui cerca de 65% de álcoois terpenos e o restante de hidrocarbonetos. A emulsão formada nos dois diagramas é caracterizada por uma fase líquida de aparência branca, que surge quando a fase aquosa é agitada com a fase oleosa na presença de um tensoativo, geralmente em concentrações abaixo da concentração micelar crítica (cmc), em que a quantidade de tensoativo utilizada não é suficiente para a solubilização dos líquidos imiscíveis entre si, no caso a fase aquosa e a fase oleosa. É possível notar que, nas Figuras 2 e 3, a quantidade máxima de tensoativo utilizada (região de emulsão) foi de, aproximadamente, 25% e 15%, respectivamente. Nos sistemas microemulsionados das figuras 2 e 3, foi escolhido um ponto ternário. Na região de microemulsão da figura 2, o ponto ternário possuiu frações de fase aquosa e oleosa iguais. Já o ponto ternário da figura 3, apresentou maior porcentagem de fase oleosa (Tabela 1). Tabela 1. Pontos escolhidos para serem utilizados como aditivo no fluido de perfuração f FO f T f FA ME1 15% 70% 15% ME2 55% 40% 5% Fonte: Autora A Figura 4 mostra as microemulsões com a composição mostrada na Tabela 1 para posterior caracterização através dos testes 492 Série Iniciados v. 23 de estabilidade, diâmetro de partícula e potencial zeta.