Estudo de lubrificantes a base de sistemas microemulsionados para aplicação em fluidos de perfuração
O diagrama mostrado na Figura 3, foi
construído pelo sistema composto por:
fase aquosa (Glicerina e água), fase oleosa
(FO - óleo vegetal) e T80. Neste sistema,
foram observadas regiões de emulsão com
microemulsão, WII e WIV.
Figura 3. Sistema microemulsionado 2 (ME2) para o sistema: Glicerina e água, T80 e Óleo
Vegetal.
Fonte: Autora
Os diagramas mostrados nas figuras
2 e 3 possuem a mesma fase oleosa e o
mesmo tensoativo. O T80 possui uma cadeia
de polioxietileno que o torna solúvel em
água, favorecendo assim a sua aplicação
em emulsões óleo em água (O/A). A fase
oleosa é de origem vegetal e possui cerca
de 65% de álcoois terpenos e o restante de
hidrocarbonetos.
A emulsão formada nos dois
diagramas é caracterizada por uma fase
líquida de aparência branca, que surge quando
a fase aquosa é agitada com a fase oleosa
na presença de um tensoativo, geralmente
em concentrações abaixo da concentração
micelar crítica (cmc), em que a quantidade
de tensoativo utilizada não é suficiente para a
solubilização dos líquidos imiscíveis entre si,
no caso a fase aquosa e a fase oleosa. É possível
notar que, nas Figuras 2 e 3, a quantidade
máxima de tensoativo utilizada (região de
emulsão) foi de, aproximadamente, 25% e
15%, respectivamente.
Nos sistemas microemulsionados das
figuras 2 e 3, foi escolhido um ponto ternário.
Na região de microemulsão da figura 2, o
ponto ternário possuiu frações de fase aquosa
e oleosa iguais. Já o ponto ternário da figura
3, apresentou maior porcentagem de fase
oleosa (Tabela 1).
Tabela 1. Pontos escolhidos para serem utilizados como aditivo no fluido de perfuração
f FO
f T
f FA
ME1 15% 70% 15%
ME2 55% 40% 5%
Fonte: Autora
A Figura 4 mostra as microemulsões com
a composição mostrada na Tabela 1 para
posterior caracterização através dos testes
492
Série Iniciados v. 23
de estabilidade, diâmetro de partícula e
potencial zeta.