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Estudo de lubrificantes a base de sistemas microemulsionados para aplicação em fluidos de perfuração As propriedades físicas são dados por: densidade, que é determinada através do limite das pressões de poros e de fratura; os parâmetros reológicos, que tem o objetivo de analisar o comportamento de fluxo do fluido; as forças géis inicial e final, que indicam o grau de gelificação das partículas dispersas; os parâmetros de filtração, que determinam o filtrado e a espessura do reboco; e, por fim, o teor de sólidos, que deve ser mantido no mínimo possível, pois o aumento do mesmo pode ocasionar diversos problemas, dentre eles a prisão da coluna. As propriedades químicas mais utilizadas são: pH, que fornece informações sobre a capacidade do fluido em promover a corrosão dos equipamentos; os teores de cloreto e de bentonita; e, a alcalinidade (THOMAS, 2001). O processo de perfuração de poços pode ocorrer de forma percussiva ou rotativa. A perfuração rotativa é a mais utilizada e envolve um movimento de rotação de uma broca, comprimindo a rocha e causando sua fragmentação. A retirada dos cascalhos gerados é realizada através do bombeio do fluido de perfuração através dos tubos de perfuração, que retorna pelo espaço anular entre a coluna de perfuração e o poço perfurado, trazendo consigo os cascalhos para a superfície. Com a descoberta dos campos do pré-sal, em lâminas d’água profundas, foi necessário o desenvolvimento da perfuração direcional, que envolve perfuração de poços com inclinação. Esse tipo de perfuração requer fluidos de perfuração com elevado poder de lubricidade. Entretanto, em sondas com posicionamento dinâmico, não é recomendado a utilização deste tipo de fluido, uma vez que pode ocorrer desconexão súbita, provocando vazamento de óleo no mar. Portanto, fez-se necessário o desenvolvimento de fluidos base água que apresentem alta lubricidade e baixo filtrado, com alta qualidade de reboco, tendo por objetivo principal os riscos de prisão por diferencial (LOMBA et al.,1990). A prisão da coluna de perfuração consiste na impossibilidade de continuar o processo de perfuração devido à prisão da coluna no interior do poço. Os tubos podem sofrer prisão mecânica e diferencial. A prisão mecânica é causada pelo impedimento da circulação do fluido, ocasionando assim, o acúmulo de cascalhos no fundo do poço e, consequentemente, prisão da coluna no seu interior (APOLINÁRIO; NASCIMENTO; AMORIM, 2013). A prisão diferencial é causada por dois fatores: quando a pressão hidrostática do fluido de perfuração é maior do que a pressão da formação e quando há presença de formações geológicas permeáveis. A prisão diferencial está relacionada com a presença de inadequações nos fluidos de perfuração, sendo assim, o uso correto da lama ocasiona a redução do problema de prisão da coluna (APOLINÁRIO; NASCIMENTO; AMORIM, 2013). Segundo Nascimento et al., (2013), a adição de lubrificantes reduz o risco de prisão diferencial, no entanto, pode haver ainda a prisão de tubos, mas a força necessária para liberá-los será reduzida. Portanto, os fluidos de perfuração base água apresentam alta capacidade de lubrificação quando são introduzidos aditivos lubrificantes no meio, com isso, os fluidos podem apresentar propriedades adequadas de lubricidade (MEDEIROS; AMORIM; NASCIMENTO, 2008a). O trabalho desenvolvido por Tyldsley (1979) teve como objetivo principal o desenvolvimento e a aplicação de um lubrificante para ser utilizado como aditivo no fluido de perfuração, com o intuito de superar os problemas apresentados na etapa de perfuração. O lubrificante desenvolvido foi baseado em sistemas microemulsionados, utilizando tensoativo, água e óleo na sua elaboração. As microemulsões (ME) são sistemas termodinamicamente estáveis, transparentes ou translúcidos, com baixa tensão interfacial, e apresentam-se a partir de uma aparente solubilização espontânea de dois líquidos imiscíveis (geralmente, água e óleo) na presença de um ou mais tensoativos Série Iniciados v. 23 489