Série Iniciados Vol. 23 | Page 384

Morrer no Semiárido brasileiro: secularidade, avanços e desafios últimos grupos estiveram em crescimento no período. As Causas Mal Definidas tiveram um importante decrescimento entre os anos 2000 e 2010 para ambos os sexos, ficando neste último ano na casa dos 10%. Por sua vez, as Doenças Endócrinas e do Aparelho Respiratório estiveram em alta, ganhando relevância no Semiárido na comparação dos extremos do período. Considerando os sexos, observa-se uma grande diferença nas Causas Externas, sendo maior para o sexo masculino, o que pode explicar em parte por serem as Causas Mal Definidas mais elevadas para o sexo feminino. Exceto na categoria “Outros” e nas Causas Externas, os percentuais foram mais elevados para o sexo feminino. Nos Gráficos 4 e 5 encontram-se os percentuais de óbitos segundo os principais grupos de causas de morte, respectivamente para os sexos masculino e feminino para os anos censitários no período de 1980 a 2010 e no ano de 2014, no Semiárido brasileiro. Teve-se um crescimento aproximadamente constante dos anos de 1980 a 2000 para todas as causas em ambos os sexos, tendo as Doenças Circulatórias os níveis mais elevados. No período seguinte (2000-2010) houve uma aceleração no ritmo de crescimento, perdendo certo fôlego posteriormente, exceto para as neoplasias em ambos os sexos. Gráfico 2. Percentual de óbitos no Semiárido brasileiro por grupos de causas de morte para os homens, 2000, 2010 e 2014. Fonte: Brasil, Ministério da Saúde/SIM, 2000, 2010, 2014. Gráfico 3. Percentual de óbitos no Semiárido brasileiro por grupos de causas de morte para as mulheres, 2000, 2010 e 2014. Fonte: Brasil, Ministério da Saúde/SIM, 2010, 2010, 2014. 384 Série Iniciados v. 23