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O edifício institucional neoclássico e sua configuração espacial na cidade da Parahyba
A fachada neoclássica, adotada no século XIX, segue o modelo do Palácio da Redenção; no interior, porém, prevalecem os elementos da composição colonial, como os azulejos, as volutas e treliças de madeira, enaltecidos, a posteriori, pela versão neocolonial luso-brasileira incorporada ao imóvel no segundo decênio do século XX.
O último exemplar neoclássico dentre os edifícios de origem colonial também deriva de uma construção monástica, sendo o único deste grupo a conservar aparência neoclássica ainda hoje. O antigo Convento Carmelita, situado junto à igreja
do Carmo, teve sua construção iniciada em 1591 e concluída apenas no século XVIII( BARBOSA, 1948, p. 22). Segundo dados do IPHAEP, o imóvel abrigou as primeiras acomodações da Polícia Militar, durantes os anos de 1832 a 1846, funcionando a partir de então como Palácio do Arcebispado. O edifício permaneceu disposto conforme a singela métrica colonial portuguesa até 1906( Figura 14), quando suas fachadas foram remodeladas pela estética do classicismo acadêmico( Figura 15), tornando-o um dos exemplares mais expressivos da produção tardia na capital.
Figura 14. Conjunto Carmelita, 1906
Fonte: SEVERIANO, Francisco. Annuario Ecclesiastico da Parahyba do Norte. Parahyba do Norte: 1907)
Figura 15. Palácio Episcopal, 1910
Fonte: Acervo Humberto Nóbrega
Do antigo convento resta apenas o arco emparedado que dava acesso à igreja conventual( Figura 17), conservado por D. Adauto a pedido do presidente Afonso Pena( BARBOSA, 1948, p. 23). O corpo principal do edifício expressa visível tendência à simetria, sendo dividido em três módulos. No módulo central, foi adotada solução semelhante à do Museu do Ipiranga, em que o pórtico avança para além do plano da fachada, formando uma espécie de loggia. A disposição dos ambientes em forma de L, sem contar com as ampliações, não apresenta conformidade com os parâmetros clássicos relativos à espacialidade( Figura 16). Apenas o pátio interno, antigo claustro conventual, revela-se como elemento recorrente na arquitetura neoclássica. Alinhada com o
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