O edifício institucional neoclássico e sua configuração espacial na cidade da Parahyba
Figura 7. Hall de entrada
Fonte: Acervo Jessica Rabello
Figura 8. Hall de entrada
Fonte: Acervo Jessica Rabello
Tudo indica que a reforma de 1858,
considerada por Nóbrega (1965, p. 25) a
primeira grande modificação pela qual
passou o imóvel, substituiu as características
coloniais pela sóbria composição neoclássica.
O relatório de B. Rohan não oferece detalhes
acerca de alterações nas fachadas, mas é
objetivo no que concerne à preocupação
com a funcionalidade dos espaços e ao
esmero com o interior. O presidente mandou
abrir janelas onde não entrava ar nem luz,
mandou ladrilhar e construir uma cisterna
no pátio, com a dupla vantagem de receber
as águas da chuva e impedir as inundações a
que estava sujeito o pavimento térreo. Além
disso, preocupou-se em conferir a tônica
imperial também nos detalhes do interior,
cuja essência perpetua-se até os dias atuais.
Na sala em que existe o retrato de S.M.I.
mandei colocar cortinas e bambinelas
em tôdas as portas e janelas, assim
como mandei construir e forrar de
veludo os degráus do estrado em que
assenta o mesmo retrato.
Mandei caiar e pintar todo o edifício
para torná-lo asseiado; e creio que
hoje o palácio da Paraíba, apesar dos
defeitos de construção que nêle se
observam, pode se considerar um dos
mais cômodos do Império. (ROHAN,
1859, p. 09)
Apesar das inúmeras intervenções
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