Sofrimento - Page 10

JÓ - Sofrendo sem saber os motivos Ryan Coleman Por quê? As ondas da confusão sobem e descem. Elas obscurecem seu pensamento e se tornam palpáveis. Comichões nas articulações começam a brotar e te deixam fraco. Ficar sentado no escuro não ajuda, e qualquer coisa que você faça parece infrutífero. Quando as provações chegam, há poucas coisas tão desanimadoras quanto ficar apenas esperando, sem saber o porquê. Essa foi a experiência do amado Jó, um homem que sofreu por razões além de suas habilidades naturais. Os problemas de Jó são mais relevantes do que nunca para os cristãos de hoje, e há lições preciosas no livro que leva o seu nome – a história mais antiga da Bíblia. Relembrando a Cena As circunstâncias são incomuns, mesmo para os padrões do Velho Testamento. Um homem é atingido por forças sobrenaturais e um teste é posto por seu grande inimigo, o Diabo. Com a permissão de Deus, o mundo de Jó foi acometido brutalmente pela mão podre do próprio Satanás (Jó 1:12; 2:6). Jó foi atacado por fora e por dentro, e pressionado ao topo de limites emocionais e físicos sem aviso prévio. Em um único e impressionante golpe, seus filhos, bens e meios de subsistência são perdidos para assaltantes e catástrofes. Inabalável diante de Deus, mas mal recuperada, a pele de Jó é deixada rastejando e nua devido a um ataque satânico. Mesmo isso não leva Jó a pecar diante de Deus; ele é, de fato, um homem notável. Fiel ao seu caráter, Satanás incita outros a abanar as chamas de dor e sofrimento que ele mesmo acendeu. Em sua aflição possivelmente mais difícil, os amigos de Jó gastam a maior parte do livro empregando o caráter de Deus como uma arma. Eles testam seus limites espirituais e as acusações são disparadas: "Você não pode ser inocente, Jó", argumenta Elifaz. "O que é que você fez?" "Você precisa se arrepender, Jó! Você é a questão aqui, ou não haveria todo esse problema." Zofar troveja: "Você está cheio de conversa e merece o que está recebendo!" "A luz de pessoas más como você deveria ser extinta!" Pancada após pancada, Jó defende sua inocência e justiça diante de Deus e desabafa sua indignação de como ele chegara até aquele ponto. Ele realmente não sabe por que está sofrendo. No capítulo 32, Eliú prepara o cenário que dará a Jó as respostas que ele procura. Mais do que os três amigos, esse jovem aponta Jó para o caráter de Deus. Consciente da dor e do sofrimento, ele exalta a Deus e exorta Jó: "A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; atende e considera as maravilhas de Deus" (Jó 37:14). Finalmente, com autoridade divina, Deus fala do redemoinho. Todas as reivindicações de Jó murcham e ele responde ao Senhor: "Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido. Quem é aquele, dizes tu, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso, falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu ensina-me. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por 10