“Sim! A gente tem o que dizer!” (e-book) | Page 61

Gênero: Conto Em uma noite, Audrey estava em seu quarto terminando os últimos ajustes e códigos para configurar seu robô. Apesar do cansaço, ela lutava bravamente contra o sono e não podia parar naquela altura: se desse errado, aquilo seria sua ruína. Mesmo enfrentando vários problemas no desenvolvimento de seu projeto, Audrey continuou até terminar. Apesar de ter custado metade da sua vida, de não ter conseguido fazer mais amigos como gostaria, de ter abandonado a família e ser ver sem dinheiro, sua nova invenção estava ali, pronta pra recompensá-la! Finalmente, seu trabalho havia valido a pena. Foi então que, ao ligar a máquina, algo inesperado aconteceu... Um golpe na cabeça deixou- a desacordada! Voltou à realidade só três dias depois, quando se viu trancada no quarto de sua casa. Entretanto, havia algo diferente naquele ambiente... Quem havia invadido sua casa? Será que haviam roubado sua querida invenção? Havia mil perguntas pairando pelo ar... Começou, então, a tentar sair dali, mas as portas e janelas estavam trancadas! “Será que tento gritar?”, pensou. “E se os sequestradores me torturarem?”, continuou a refletir... Realmente, Audrey tinha poucas escolhas e estava em uma verdadeira enrascada! Foi então que teve a ideia de arrombar a porta e tentar fugir, seria melhor do que ficar ali parada. Foi assim que vasculhou o cômodo e encontrou uma espátula de remover grampos de papel e, com ele, forçou-a; porém, nada conseguiu além de entortar todo o objeto. Decidiu, num último esforço, chamar por quem a estava mantendo-a refém: -Socorro, socorro! Me tirem daqui! O que querem comigo? Neste momento, ouviu passos vindo na direção do quarto... Tentou olhar por debaixo da porta, mas só via vultos... Na sua cabeça, só se passava o pior: “Vão roubar minha criação e me deixar sem nada! O que será de mim? Quando a porta se abriu, um clarão iluminou todo o lugar e seus olhos doíam de tanta luz. Em sua direção, vinha ninguém menos que seu próprio robô. A menina tremeu de medo e exaltação ao mesmo tempo, afinal, sua criação tinha dado certo, mas havia se tornado o oposto do que a criadora esperava: um vilão que a dominava! 61