“Sim! A gente tem o que dizer!” (e-book) | Page 48

DESFLORESTAMENTO VITAL Por Allan Ribeiro, Sarah Wendemacher e Yuri Santos Nos dias 10 e 11 deste mês, fazendeiros do entorno da BR-163 anunciaram que fariam um “dia de fogo”, segundo noticiaram jornais locais e a Folha de São Paulo. Pra mim, era mais um dia normal, tinha acabado de chegar da escola e comecei a ver status dos meus amigos e familiares. Muitos deles compartilharam fotos de Rondônia e Amazonas em chamas e eu fiquei sem entender de primeira. Diversas pessoas ficaram em choque e, alguns, por se sensibilizarem, começaram a fazer vídeos de como é o planeta Terra atualmente e de como seria daqui há 18 meses. Confesso que é um pouco assustador mesmo... Outros, compartilharam mensagens, tentando fazer com que as pessoas se conscientizassem sobre o que está acontecendo, do aquecimento global e que precisamos fazer algo em relação a isso. Se formos parar para analisar, o desmatamento da Amazônia cresceu aproximadamente 278% desde do ano passado até aqui. 278% é muita coisa! Sem contar que as queimadas na Amazônia estão aumentando cada vez mais. Alguns dados apontam que foram cortadas mais de 300 mil árvores no mês. Tudo isso pode estar ligado à expansão de território que acontece, atualmente, na Amazônia, com o interesse na mineração do lugar e exploração agrícola. Como será que eles conseguiram? É necessária muita força - física e de vontade - para cortar tudo isso. Não vamos esquecer que a Noruega e Alemanha forneciam dinheiro para o Brasil para manter o Fundo Amazônia, heim?!! Esses principais doadores têm muito a ganhar com a falta de popularidade e, por isso, muitos dizem que eles são os mandantes do ocorrido; fora que eles possuiriam mais terras e mais dinheiro acabando com aquela área florestal. Tudo parece muito bem explicado... Infelizmente, ninguém pensa nas famílias que vivem lá e estes, com certeza, sempre são os mais afetados nessa história. Em todo esse jogo de poder, quem mais sai perdendo é a população; mas será que só ficar “chocado” e fazer textão nas redes sociais resolve? Acho que é preciso mais ação para conscientização. Ainda assim, creio que o fato de as pessoas terem postado no status alertando a população foi útil, de certo modo, até porquê muitas delas não tinham acesso a essa informação e demorou 17/18 dias para a notícia começar a se repercutir. Depois do BOOM, algumas cidades se disponibilizaram para, aos finais de semana, fazerem um mutirão para coletar lixos da rua e Engenheiro Coelho fez parte de uma dessas cidades. A iniciativa foi bem interessante e auxiliou, ainda que pouco, na conscientização das pessoas já que esquecemos 48