Gráfico 2 – Endividamento do setor privado não financeiro no Brasil
(em % do PIB, em junho de cada ano).
80
70
60
71,2
Dívida das famílias (%PIB)
63,3
45,8
50
41,6
40
30
26
20
21,7
10
0
96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17
Fonte: BIS, Bradesco
Ao analisarmos o gráfico do endividamento acima, po-
demos perceber claramente que no período de 2011 a 2015,
vivenciamos o pior momento desde de 1996, quando em
2016, iniciou-se de forma rápida a recuperação financeira,
mantendo esta recuperação também em 2017, melhorando
ainda mais este indicador. Isso com uma possibilidade de
aceleração ainda mais rápida neste ano (2018), uma vez
que o processo de queda já está segmentado há dois anos
no mercado, através de uma correta aplicação de estraté-
gias político-econômicas e fiscais pelo governo, além de
prosseguir com a agenda de reformas (previdenciária, po-
lítica e trabalhista) colocando em pauta a discussão de uma
reforma tributária. Este é o ano de agir, principalmente por
se tratar de uma ano eleitoral, onde teremos a oportunida-
de de avaliar propostas e identificar candidatos preparados
para os cargos.
Depois de 2009, 2015 e 2016 foram os períodos em que
ocorreu o decrescimento da economia, podemos observar
claramente através do indicador do PIB Real esta situação.
Somente em 2017 iniciou a recuperação com a perspectiva
de 1,1% o que projeta para esse período de 2018, o indica-
dor de 2,8%. Simplesmente será um crescimento de 154%
disponível ao mercado. Em números reais, estamos falan-
do de 527,7 bilhões de reais, totalizando um giro financeiro
de 7.126,3 trilhões de reais. Isso refletirá num aumento de
renda per capita de R$2.290,80 anual, ou seja, 7,21% que,
somados com aumento da população em 1,5 milhões de pes-
soas, resultará numa oportunidade de crescimento rápido
para aquelas empresas que saírem na frente, aproveitando
inicialmente este momento. O que isso quer dizer até agora?
Em resumo, temos:
Diminuição do endividamento das pessoas físicas e jurí-
dicas, desde 2016, possibilitando um aumento de 5% do es-
toque de crédito total disponível em nosso país, facilitando
processos de captação de recursos de terceiros, com a pos-
sibilidade de redução de juros – devido aumento da oferta;
A diminuição do endividamento vem dentro dos patamares
semelhantes enfrentados por outros países que vivenciaram a
mesma situação que o Brasil, referente ao percentual do com-
prometimento da renda. Isso significa que, tão logo a quitação
destes valores acontecerem, esta disponibilidade financeira
estará sendo aplicada ao mercado pelas famílias e empresas;
71 Revista Shark Coaching