Você já pensou como deve ser desesperador viver e não saber se as coisas que estão acontecendo ao seu redor são reais? Ou senão, nunca conseguir ficar em silêncio, pois as vozes que estão em sua cabeça não param de falar? Esse é o quadro diário de quem sofre de esquizofrenia, um transtorno mental que torna os pacientes incapazes de distinguir a realidade do imaginário e atinge uma em cada 100 pessoas em todo o mundo. O número de pacientes com o distúrbio no Brasil é de aproximadamente 1,6 milhões, sendo que a cada ano, 50 mil pessoas começam a apresentar sintomas.
A história da doença começa no fim do século XIX, quando o psiquiatra alemão Emir Kraeplin estabeleceu uma classificação dos transtornos mentais. Nesse estudo, Kraeplin deu o nome de demência precoce a uma condição que causava alucinações ,altera-ções na atenção, compreensão e fluxos de pensamentos, falta de afeição e sintomas catatônicos.
O psiquiatra também observou que esses pacientes costumavam adoecer no início da vida e as causas não estavam relacionadas ao ambiente em que eles viviam.
No entanto, foi Eugen Bleuler quem criou o termo esquizofrenia,"Esquizo" significa divisão, enquanto "phrenia representa a mente. Isso porque, para o psiquiatra suíço, existia uma ruptura no pensamento, comportamento e nas emoções das pessoas afetadas. Bleuler também é responsável pela divisão dos sintomas da esquizofrenia fundamentais (primários) e acessórios (secundários).
A esquizofrenia costuma atingir homens e mulheres igualmente. Da mesma forma, a doença está presente de maneira homogênea entre todas as etnias.
No mundo da imaginação
Saiba mais sobre a esquizofrenia, condição em que as pessoas não conseguem distinguir o que não é real
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