Samba Acadêmico Maio 2016 | Seite 34

m tropicalista na roda de samba e parceiro de Elton Medeiros. Um Disco que quase levou o artista de volta para sua terra natal para trabalhar em um posto de gasolina.

Estamos falando do CD Estudando o Samba de Tom Zé – seu quinto trabalho, lançado em 1976. Tom Zé ainda é um tropicalista, mas antes de tudo um músico inquieto. Esteve junto com Caetano, Gil, Gal, Mutantes, o maestro Rogerio Duprat, Nara Leão, José Carlos Capinam e Rogério Duarte. O Tropicalismo foi um movimento que rompeu o tom da música e cultura brasileira no período 1967 e 1968, incorporando elementos da cultura jovem mundial como, por exemplo, a guitarra elétrica. Abandonado, verdade, pelo grupo de Caetano, Gil e Gal, Tom Zé segue sozinho pelo caminho da contramão do sucesso. O esvaziamento do samba o fez parceiro de Elton Medeiros nesse Disco e o levou a sua desconstrução, e em consequência ao afastamento do público e da mídia e quase acarretou no encerramento prematuro de sua carreira. O trabalho passa desde os ritmos formadores do gênero afro brasileiro ao contemporâneo além de uma experimentação em suas letras e arranjos. O disco passou totalmente desapercebido no ano de seu lançamento, por sua experimentabilidade nos arranjos, instrumentos, letras, instrumentos e vocais e não foi aceito pelo público. Mas foi graças a um produtor musical norte americano nascido na Escócia, David Byrne que redescobriu o álbum em 1980, levando ao seu relançamento no mercado internacional em 1990. Foi aclamado mundialmente. O parceiro Elton Medeiros havia alertado Tom que deveria abandonar as pesquisas caso esse disco não tivesse repercussão positiva. Ainda bem que mesmo que tardiamente o trabalho foi reconhecido.

O Estudando Samba foi eleito pela Revista Rolling Stones como o 35º melhor disco de todos os tempos.

Danilo Sanches. Idealizador da Logo marca. Primeiros vídeos no Youtube!

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identidade visual ainda era esboçada timidamente. Uma bela tarde durante a semana, o amigo Sanches passa pelo Bar e surpreende a todos com um belíssimo

quadro. Nele estava a Logo Marca do Samba do Sino. Traçado em preto, um pandeiro deitado dando guarida ao Sino, e com o nome gravado. Um belo trabalho artístico. O Sino agora tinha a sua marca, a sua identidade estava eternizada pela criação de Danilo Sanches. Essas coisas não acontecem normalmente, não acontecem ao acaso, mas ninguém tinha a noção da amplitude que estava sendo reservada para todos os envolvidos. O quadro passou a fazer parte das rodas de samba, tinha o seu lugar reservado ao centro da mesa, coberta por uma toalha de cetim branca, e um caminho azul celeste – portelense. Por fim o vermelho e branco é adotado como as cores do Sino.Danilo não parou nesta criação. Foi responsável também pelos primeiros vídeos postados no Youtube, ao total foram quatro. O primeiro como não poderia deixar de ser, foi o samba de Paulinho da Viola “Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida” que até hoje está postado no canal do Samba do Sino. Por ocasião destes vídeos a roda já não estava mais no Jardim Tranquilidade, e foi gravado num bar no Macedo. Ali o Samba ficou por algum tempo. Depois passou pela Pizzaria do Wanderlei, outro grande amigo. Av. Timóteo Penteado até voltar definitivamente para o bairro de origem, no Pontão de Cultura Giramundo – graças à intervenção do vereador Edmilson Souza, sempre atento as atividades culturais do município, principalmente com os seus legados. Assim o bom filho retorna a sua casa. Dai surgem os Saraus, o Bloco Carnavalesco, o Samba Três, o Progama na Web Rádio. O Centro Cultural Padre Manoel Paiva - Pontão Giramundo, foi importante para todo este processo.

Estudando o Samba - Tom Zé

Aclamado pela imprensa Internacional Internacional

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