Samba Acadêmico Brasil Edição 11 ANO II Fevereiro 2017 | Page 45

Segunda Noite.

Sábado 25-02-2017

Pela ordem dos Desfiles

Samba Enredo

Compositores: Thiago SP, Turko, Leo, R. Malva, Rodrigo Atração, Renne Campos, Alemão da Ilha, Paulinho Miranda e Tigrão

De tanto "oiá"o sol "queima" a terra

Feito fogueira de São João

Puxei o fole, embalado me inspirei

O aperreado coração aliviei

De joelhos para o pai, pedi

Com os olhos marejados, senti...

Tanta tristeza brotar desse chão rachado

Perdi meu gado, "farta" água pra danar

"Eita" seca que castiga meu lugar

Vou me embora...Seguir meu destino

Sou nordestino arretado, sim "senhô"

E na bagagem trago o sonho de vencer

Oh Rosinha, sem "ocê" não sei viver

"Ê" saudade que invade o meu coração

Das cantigas, folclore, cultura

Dos temperos que lembram meu chão

Espero no céu, o relampejar

A chuva cair, o pranto secar

Seus olhos hão de refletir

O renascer da plantação

Não chore não, viu

Que eu "vortarei", viu

Pro meu sertão

Vem "forrozear"...

Que o sanfoneiro vai tocar

Meu samba em forma de oração

Eu sou Dragões

É Asa Branca embalando gerações

. .

ENREDO Trecho

“Dragões canta Asa Branca"

.

"O calor inebria e entorpece a visão dos homens. A vida trava um duelo cotidiano com o ambiente ressequido e árido. O calor e falta d'água ressecam a terra, mas não a alma do sertanejo. Diante de tamanho sofrimento, ele se dirige ao céu em prece, pedindo forças para superar tantas provações. A oração tem tom de súplica, lamento. O sol inclemente castiga fortemente a vida. É da fé que vem a esperança, pedindo a Deus que chova e alimente de vida o sertão".

Revista Samba Acadêmico Fevereiro 2017 45