RPL - Revista Portuguesa sobre o Luto 2 | Page 34

Desapareceste em corpo, ou por outras palavras… Morreste!

O abrigo da tua energia corpórea desabrigou a essência do meu ser e o vazio da tua ausência assoberbou-se do meu espírito…. Um vazio inócuo, em forma de solidão.

Na lembrança nostálgica silêncio a minha voz e escuto o teu timbre… Ecoa na minha alma sem som.

Tenho medo de esquecer a tua sonoridade, apreensão deixar de sentir este declínio depressivo…

Porque de certa forma enquanto sentir-te na melancolia vives em mim.

….

Nas profundezas dos meus sentidos, sei que não me deixaste espiritualmente desamparada, apenas seguiste uma jornada antes de mim.

Solidão – essa fusão entre a reminiscência e o princípio vital terreno.

Andreia Silva, 29 anos

Gestora de Seguros

Lisboa (Portugal)

No Silêncio da Solidão

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