para a consolidação do governo Vargas, na medida em que os
ideais do tenentismo foram colocados em prática após a Revolu-
ção de 1930. (FAUSTO, 2015, p. 291).
O Estado Novo seria o momento no qual houve a consolidação
da nação brasileira, na medida em que essa ditadura foi respon-
sável por levar às massas a ideia de identidade nacional brasi-
leira, portanto Fase C, na classificação de Hroch. As diferentes
análises teóricas acerca do nacionalismo permitem entender a
ascensão de Getúlio ao poder como um momento de virada. O seu
governo entendeu a necessidade de criar uma comunidade imagi-
nada e utilizou os meios de comunicação da época para desenvol-
vê-la; por isso o pensamento de Benedict Anderson é fundamental
para perceber como o imaginário é um elemento agregador da
ideia de nação consolidada.
Paralelamente, à luz de Jünger Habermas, o governo de Vargas
pode ser considerado o momento em que a nação da nobreza se
torna a nação do povo, embora adaptado à realidade brasileira, na
medida em que elementos populares foram explorados: o samba, a
título exemplificativo, uma linguagem importantíssima para a
massificação da identidade nacional brasileira. Ademais, a pers-
pectiva de Ernest Gellner é essencial para a compreensão da função
do Estado, a fim de concretizar um projeto político de transição da
sociedade agroletrada para a sociedade industrial avançada,
promovendo a homogeneização cultural e social e consolidando um
ideário nacional ao corpo social. No mesmo sentido, também, é
importante ressaltar a teoria de Miroslav Hroch, cuja ideia de
massificação da identidade nacional pode ser observada como
elemento de consolidação da nação, uma vez que Vargas legitimou
o seu governo com o clamor das camadas populares. Finalmente,
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