LARRY ZAVALA, O COMPROMISSO É SEMPRE O MESMO
Uma Argentina dizimada, destruida e reprimida. Fruto de dez anos de uma ditadura sangrenta, de censuras, de desaparições. Uma etapa coroada com uma frustrante etapa das Malvinas, de abertura a um movimento artístico de protesto, de liberação. No seio dessa desconcertante loucura social, um garoto que recém entrava na adolescência recebe um presente de aniversário de sua avó materna …” uma guitarra”. Esse garoto se chama Claudio Zavala, posteriormente conhecido entre seus amigos como Larry. Este feito desperta neste característico personagem de nossa cultura metaleira o interesse pela música descobrindo, em seus principios aos Beatles, Rolling Stones, etc.“… aprendi os primeiros acordes e, bem, disse“ basta para mim“…” Aos dezesseis anos forma sua primeira banda, influenciado pela música que escutavam os irmãos mais velhos de seus amigos.“… aos dezesseis anos começamos a brincar com algum instrumento acústico que depois passou a ser elétrico …” Nesses anos, Larry tocava baixo e cantava em sua banda. No ano de 1984, Javier Bagalá, um guitarrista que havia conhecido naquela época, o convida paraa participar de uma audição para sua.“… Javier Bagalá, um guitarrista impressionante … é através dele que cheguei ao Nepal … até hoje somos amigos …” Naquele momento a banda buscava um vocalista mais lírico. Mas, dois anos mais tarde, dão um giro na parte musical e voltam com força total com Larry. Assim foi como ficou estabelecida uma das bandas mais emblemáticas da Argentina.“… se passaram dois anos até que me chamaram novamente. E, como nesse momento, digamos, eles haviam mudado as coisas seguindo uma linha mais voltada ao Mercyfull Fate, Vennom, tudo funcionou para que eu voltasse já que era o que a banda precisava …”“… com respeito as letras, foi tudo, principalmente, da minha parte. Porque os cintegrantes queriam que fosse assim. E me senti muito identificado. Pude usar muitas coisas que eu tinha …” A principio, o Nepal dava de encontro com a de confiança de um país com medo. Vigiado pe terror ainda latente em uma terra que voltava viver uma incipiente democracia.“… a trinta anos atrás era bastante complicad Te negavam lugares para fazer shows. Você tin que mentir. Tinha que dizer que tocava rock & r Se dizia que era metal pesado te davam com porta na cara …” O movimento rocker ia crescendo no país. autoridades encarregadas de resguardar a seg rança dos cidadãos viam os headbangers com uma ameaça, resquícios de um passado ainda tente. É que é principio do metal não seguir gras. E muito menos se não são favoráveis.“… muitas vezes o Nepal teve que cancelar show Geralmente havia um ônibus de linha na porta dois policiais. Para levar a todos presos. Eram c sas terriveis. Todos os medos que haviam ain ficado do maldito passado …”“… naquele momento isso era muito comum. S bíamos que podíamos correr risco. E corríamos“… com o tema da policia, era algo que, se o do do lugar não“ dava um jeito”, estávamos fritos … Uma época muito violenta. Uma violência q foi produto de canalizado dos anos de ditadu guerra, repressão, gargantas afogadas. A arte e música foram disciplinas que começaram a diz o que tanta gente silenciava. Estava-se gestan o começo de algo que não existia na Argentina Estávamos nos umbrais do prematuro Heavy-M tal, que viu sua aparição sob as classificações Rock Pesado ou Hard-Rock.“… éramos muito poucos … convivíamos com p das. Não havia uma só mulher nos shows de m tal. Você ia a um concerto do V8, e eram 100 pe soas. E dessas cem pessoas, três eram mulhere nada mais …”“… tenho o orgulho de dizer que nós fomos pa do nascimento de algo. Que foi evoluindo atrav dos anos …”“… a coisa era assim: se você subia num palco, e para mostrar que ia arrebentar. O que quero zer com“ arrebentar” é que você estava lá faze do algo que realmente sabia. Não era impro so. Era estar convicto do que estava sendo fe info @ revistalamaga. com www. revistalamaga. com
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