Revista XCat Volume 1 | Page 9

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“O começo na cidade de Shenzhen foi turbulento pela falta de conhecimento técnico e de cultura de como os chineses fazem negócios, mas logo após as primeiras operações os processos começaram a acontecer de uma forma mais tranquila e sem problemas. Os chineses têm um jeito e estilo de negociação muito diferente dos ocidentais e por este motivo muitos processos que parecem ser simples e comuns para nós funcionam da forma oposta aqui na Ásia. Quem não conhece bem o mercado e quer fazer compras na China deve tomar muito cuidado para não levar nenhum tombo”, alerta Lincoln, que agora é diretor comercial da China Link Trading (www.chinalinktrading.com).

A empresa realiza busca de fornecedores e produtos na China, acompanhamento de produção dos itens, controle de qualidade, consolidação de carga e acompanhamento de empresários que querem visitar o país asiático.

“A China Link Trading exporta atualmente tecnologia (partes e itens de computadores de uma maneira em geral), decoração (porcelanato, móveis, luminárias e relacionados), jóias, semi-jóias, bijuterias, acessórios femininos (bolsas, biquínis, moda praia), entre inúmeras outras mercadorias. Posso dizer que vendemos serviços e não produtos. O serviço de negociar e encontrar fábricas para as empresas que querem fazer negócios com a China”, detalha o executivo.

Fracari conta que já se acostumou com a culinária chinesa e até experimentou insetos em algumas refeições. “Já comi barata, grilo e escorpião e posso dizer que o gosto é muito parecido com o de um camarão frito que passou do ponto, ficando quase torrado. Aliás, todos os insetos têm o gosto bem parecido”.

“Esse costume veio durante a Segunda Guerra, quando o Japão invadiu a China pelo centro-leste, expandindo-se no sentido de Cingapura. A invasão fez com que os chineses da província de Guangdong, que foi uma das regiões mais afetadas pela invasão japonesa, tivessem que criar novos hábitos alimentares de sobrevivência, dada a escassez de recursos durante a guerra. Depois da invasão, no entanto, esse costume alimentar foi se extinguindo gradualmente, mantendo-se hoje apenas para fins turísticos”, explica Lincoln.

O brasileiro está totalmente adaptado ao país asiático e não pretende voltar para o Brasil tão cedo. “Aqui temos muita segurança, infra-estrutura e tecnologia. A China é a bola da vez”, exalta Fracari.

Atenta ao crescimento das exportações de produtos chineses para o Brasil, a China Link Trading pretende crescer 300% neste ano. “Crescemos mais de 300% em 2012 e temos planos ambiciosos de manter os mesmos números para 2013”, afirma o executivo brasileiro.

A empresa, inclusive, planeja abrir um escritório em território brasileiro neste ano e um na África em 2014. “Temos um escritório em Shenzhen (China), outro em Nova Jersey (Estados Unidos) e um representante na Itália que visita nossos clientes na Europa. Também temos uma unidade de logística em Hong Kong para enviar alguns produtos. Pretendemos abrir um escritório no Brasil no segundo semestre de 2013 para facilitar a comunicação com os clientes. Nosso plano para 2014 é o escritório na capital de Moçambique, Maputo, para aumentar nossa participação no mercado africano. Acreditamos no crescimento desse continente e vamos apostar para os próximos anos”, revela Fracari.

“A China Link Trading já se preparou para esse crescimento e tem um plano de expansão operacional grande aqui na China. Queremos adicionar dois galpões para embarques e consolidações de cargas em pontos estratégicos na China, totalizando três centros logísticos na Ásia. Nosso leque de negócios irá aumentar: já oferecemos um serviço de traduções e interpretações de empresários que vem para a China e de chineses que vão ao Brasil: a Lingsta (www.lingsta.com). Também abriremos uma loja virtual voltada para o pequeno empresário e que dará inicio a exportações de produtos brasileiros para a China. Queremos nos consolidar como a empresa líder em intermediações de negócios internacionais.”, finaliza o diretor comercial da China Link Trading.