Eu não sou Feminista, mas eu admiro tanto a mulher vindo ocupando espaço como cami-
nhoneira, engenheira, espaços considerados apenas para homens. Meu marido trabalha na
empresa a 32 anos praticamente, e hoje eu vejo o espaço que era só de homens tomados por
mulheres, as mulheres trabalhando com máquinas pesadas, como motorista de caminhão e
de ônibus, como mecânica, então porque o salário, não aqui isso nós podemos observar em
vários lugares, essa questão do salário, eu admiro demais essas mulheres, eu chego a pensar
assim: O tamanho da nossa cabeça, quanto espaço nós ocupamos aqui como mãe, como
dona de casa, como esposa, como amante do marido, como filha, ocupamos tudo isso, damos
conta de tudo isso, trabalha fora, às vezes se sobrecarrega, e ela dá conta de tudo com o seu
jeitinho especial de ser, com o jeito de mulher. Já pensei assim: será que um homem daria
conta de fazer tudo isso? Nem sempre. Então a mulher está tomando esse lugar, e não dei-
xando de se ser um sexo frágil, nós somos frágeis, mas ao mesmo tempo essa fragilidade nos
torna mais fortes, cada vez mais fortes, deixando de ser coadjuvante no papel de mulher e
nós tornando protagonistas, como mulher hoje no século 21, como mulher contemporânea
como protagonistas da sua história