Revista Vidal | Page 9

UMA ESCOLA ESPECIAL! tornar possível o contato entre os mundos envolvidos. Permita-se a “ouvir” estas mãos. Somente assim será possível mosA história de conquistas dos direitos trar aos surdos como eles podem “ouvir” o da pessoa com deficiência pode ser defi- silêncio da palavra. nida a partir de uma longa e lenta trajetória na história da humanidade, contudo Ronice Quadros são conquistas importantes e que fazem muita diferença na educação atual, princiA comunicação dos surdos através palmente no processo de inclusão. da LIBRAS, língua materna do surdo, tem Nossa escola há anos é referência na inclusão de alunos surdos. A mediação dos intérpretes da Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS possibilita aos surdos, apropriação do conhecimento, bem como a participação de todas as atividades realizadas pela unidade escolar. Em 24 de abril de 2002, foi sancionada a Lei 10.436, essa Lei, figura como uma conquista para a comunidade surda em nosso país, pois reconhece a Língua Brasileira de Sinas – Libras, como meio legal de comunicação e expressão, assegurando assim, o uso e difusão desta, que é própria e natural da pessoa surda. A voz dos surdos são as mãos e os corpos que pensam, sonham e expressam. As línguas de sinais envolvem movimentos que podem parecer sem sentido para muitos, mas que significam a possibilidade de organizar as ideias, estruturar o pensamento e manifestar o significado da vida dos surdos. Pensar sobre a Surdez requer penetrar no “mundo” dos surdos e “ouvir” as mãos que com alguns movimentos nos dizem o que fazer para oportunizado aos mesmos transmitir conceitos e sentimentos, além de fornecer elementos para expandir o conhecimento, neste contexto cabe enfatizar a importância do tradutor/intérprete de LIBRAS na escola regular, para que a inclusão do aluno surdo de fato aconteça. Carina Hoffmann Intérprete de LIBRAS