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REVISTA TÉCNICA DA ESCOLA SENAI ‘‘ROBERTO SIMONSEN’’
INTRODUÇÃO
A dificuldade de locomoção das pessoas com falta de visão é um problema que vem nos
acompanhando desde a existência do homem e é um fato que chamou a atenção do grupo depois
que uma colega visualizou uma cena da falha tentativa de um cego ao atravessar a rua. Dados do IBGE
apontam que do total da população brasileira, 6,7 % declararam ter algum tipo de deficiência. Entre as
deficiências declaradas, a mais comum foi a visual: aproximadamente, 528.624 pessoas no país são
incapazes de enxergar (cegos).
Em visita à instituição Padre Chico, e com a colaboração dos alunos cegos integrantes da instituição,
pôde-se elaborar com grau de precisão maior em relação ao preenchimento da ferramenta de
qualidade Ishikawa, cuja essência é a de buscar situações raízes (causas) para o efeito estudado
(problema).
Com essa parte estruturada, foi escolhido uma das maiores dificuldades constatadas por eles, a
locomoção de cegos em ambientes novos, que acaba ocasionando acidentes e até colocando a vida
deles em perigo.
Pensando nisso foi desenvolvido um kit de acessibilidade para cegos, o projeto Dorina, que levou esse
nome em homenagem a primeira mulher cega a frequentar uma escola regular. Este kit consiste em
emissores e receptores infravermelhos que fazem a comunicação por meio de frequência para o
raspberry pi 2B, onde tem um fone conectado para reproduzir os áudios gravados no computador
quando o receptor, localizado no fone, interagir com os emissores.
Figura 01 – Protótipo 3D
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REVISTA TÉCNICA DA ESCOLA SENAI “ROBERTO SIMONSEN” – SÃO PAULO – n. 4, jul./dez. 2019