Revista Tipográfico - 2ª Edição tipografico vol.2 (1) | Page 52

TipoGráfico -55 TipoGráfico -54 4) Você já teve algum projeto destacado em algum festi- val nacional e/ou internacional? 1) Apresente-se para a gente! Somos curiosos (risos). T odos os cursos do CEUNSP pos- suem uma forma de fazer com que os alunos pratiquem todo conceito teórico aplicado em sala de aula, além de poder enriquecer o portfó- lio do próprio aluno, pois vai estimulá-lo tanto na criatividade como na produção. Dentro da área de comunicação, chamamos de AECA (Agência Expe- rimental de Comunicação e Artes). Como o conteúdo desta edição é ba- seada no mundo cinematográfico, não poderíamos deixá-lo de fora. Para esta entrevista cheia de conteúdo que faz dar aquela vontade sair filman- do tudo por aí, convidamos a aluna Julia Pellizzer, Diretora da AECA de Cinema da Instituição, que irá nos contar em de- talhes todos os processos para execução de um bom roteiro. Prepara a pipoca! Meu nome é Julia Pellizzer, tenho 23 anos de idade e curso o 5º semestre de cinema e audiovisual na faculdade CEUNSP. Venho de uma cidade do interior de São Paulo onde morei até meus 15 anos, quando mudei para Campinas. Desde então me tornei um pouco "nômade", já morei em São Paulo e também na Nova Zelândia, agora estou em Salto apenas por conta da faculdade 2) Como você iniciou no cinema? Já era uma área que você gostaria de cursar? Conheci o curso de cinema em 2014. Estava procurando facul- dades pois quando saí do colegial percebi que não em encaixava em muitos cursos. Prestei arquitetura, marketing, design, psi- cologia, estava perdida como acontece com muitas nessa fase... Até o dia em que visitei um estúdio de cinema, conheci a grade do curso, professores e finalmente me "encontrei". Nunca havia pensa do em estudar Cinema, mas foi paixão à primeira vista! 3) Sobre o que se trata o projeto que estão desenvol- vendo na AECA atualmente? "Alice" é um curta metragem de ficção, do gênero drama com duração de aproximadamente 15 minutos. O curta vai abordar um tema polêmico, o abuso sexual infantil. No Brasil, 75% dos abusos registrados, as vítimas são crianças, e dentro desta esta- tística, 70% dos casos ocorrem dentro de casa, sendo o agressor um parente próximo da vítima. Ano passado trabalhei como Produtora de Elenco e 2ª assistente de direção no curta metragem "Phóbos" (direção de Nina Hi- raoka) que atualmente foi selecionado para a edição de abril do Moonfaze Feminist Journal (EUA). Trabalhei como 2ª assistente de direção de fotografia no curta metragem "Avião, Jacarézinho" (direção de Eduardo Guerra) vencedor do Curta Salto e também selecionado para o festival Cine Bodó (BR). 5) Como é pensado e elaborado um roteiro (ideia) de pro- jeto para o Cinema? A ideia principal nasce com um tema que o roteirista decide abor- dar com aquele filme, ou seja, qual a ideia principal de contar aquela história? Por que ela deve ser contada e vista? A partir do tema e da ideia fundamental, desenvolve-se a história de acordo com os atos que são divididos em um roteiro cinematográfico. Como apresentação dos personagens e quem é o protagonista da- quela história, 1º ato, 2º ato e 3º ato que se desenvolve o conflito da narrativa e a sua solução. Todos os acontecimentos devem ser de extrema importância (mesmo que simbólica) para com o tema e o desfecho daquela história. Nada deve ser por acaso ou apenas por uma questão estética. Alguns filmes podem também deixar o terceiro ato para o espectador decidir ou pensar o que pode ter acontecido com o final, deixando um ar de mistério. ção; 3º Assistente de direção e Produtor de Elen- co); 2. Produção Executiva (Produtor e mais quantos assistentes achar necessário) 3. Direção de Produção (Diretor de Produção, As- sistentes, Platô) 4. Direção de Fotografia (Diretor de Fotografia, quantos assistentes forem necessários, Gaffer, Chefe de maquinária, Operador de câmera) 5. Direção de Arte (Diretor de Arte, quantos as- sistentes forem necessários, cenografia, produtor de objetos, contrarregra, figurinista e maquiagem) 6. Direção de Som (Diretor de Som, assistentes, trilha sonora, mixagem). 7. Montagem (montador, assistente, logger) 8. Colorização. 7) E efeitos especiais, você acha interessante ou prefere algo mais natural, simples? Gosto das coisas mais ao natural, mas tudo depen- de da demanda do roteiro e também da proposta do projeto. Em filmes de sci-fi por exemplo, clara- mente é preciso de muitos efeitos especiais, então tudo depende da proposta. 6) Vocês dividem os núcleos dentro da AECA para compor a produção de um projeto? Exemplo: Figurino, Maquiagem, Roteiro, Direção, Efeitos Especiais, Computação Gráfica; etc. 8) As produções de “streaming” como a de maior sucesso e maior referência NETFLIX estão em alta. Vocês pensam em produzir algo neste estilo ou já possuem projetos voltados a este perfil, como pequenos cur- tas ou sequenciais que podem ser exibidos em um canal no Youtube, por exemplo? Sim, toda a equipe é dividida entre seus núcleos. Por exemplo, co- meçando pelo roteirista que pode ser também o Diretor do projeto (como é o caso de "Alice"). A equipe é dividida pela seguinte maneira: STREAMING seria mais uma produção de distri- buição, acredito que os curtas metragens que fil- mamos poderiam ser lançados na NETFLIX como também no YOUTUBE. 1. Direção (Diretor, 1º Assistente de direção; 2º Assistente de dire- 9) Há algum concurso nacional ou interna-